Brazilian

Alcides Neves – Destrambelhar ou Não (1983)

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Faixas:
01. Recuerdos Tempo de Fratura
02. Tetéu
03. Abutre-Abate-Amorfo
04. Alegre Stravinsky
05. De Tempo de Fratura a Destrambelhar ou Não
06. Cidade-País-Cidade
07. Estrutura Jazz (morta)
08. Descampado
09. Re(ligare)
10. Maracatu Martelado

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Wednesday, July 11, 2007

Grupo Água – Transparência (1977)

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Faixas:
01. El Colibri
02. Esperanzas
03. Transparencia
04. Juerga
05. La Luna Llena
06. El Guillatun
07. La Semilla
08. Caldera
09. Baioncito
10. Volver A Los 17
11. Tarkeada

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Sunday, June 10, 2007

Viento del Sur – Viento del Sur (1980)

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Faixas:
01. La Entrega
02. Cantores que Refleccionam
03. Luz Violeta
04. Margaritas
05. Nuevo Amanecer
06. Mi Lugar
07. Crepusculo
08. Gente Sola
09. Cantito al Norte
10. Pá  Cantar
11. El Dia del Viento

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Tuesday, June 05, 2007

Vanusa – Vanusa (1969)

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Faixas:
01. Meu Depoimento
02. Que Você Está Fazendo Neste Lugar Tão Frio
03. O que é Meu é Teu
04. Teu Regresso
05. Espere
06. Hei Sol
07. Atômico Platônico
08. Sunny
09. Eu Sei Viver Sozinha
10. Hey Joe
11. E Você Não Diz Nada
12. Caminhemos

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Monday, May 28, 2007

Wanderléa – Wanderléa (1967)

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Faixas:
01. Gostaria de Saber
02. Nenhuma Carta Sua
03. Vou lhe Contar
04. Você Tão Só
05. Ele é Meu Bem
06. Menina Só
07. Hei de Encontrar Meu Bem
08. Acho que Vou lhe Esquecer
09. Horóscopo
10. Te Amo
11. Prova De Fogo
12. Meu Bem Só Gosta de Mim
13. Vou Conseguir
14. Vou lhe Deixar

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Monday, April 23, 2007

Jorge Ben – Negro é Lindo (1971)

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Faixas:
01. Rita Jeep
02. Porque é proibido pisar na grama
03. Cassius Marcelo Clay
04. Cigana
05. Zula
06. Negro é lindo
07. Comanche
08. Que maravilha
09. Maria Domingas
10. Palomaris

Simples e calmo como um fim da tempestade: este é um disco sem sobressaltos, apesar da efervecência do tema. Na homenagem definitiva de Jorge à sua ‘raça de todos as cores’, o desfile da nega ‘Zula’ e a elegância do campeão ‘soul (ou so?) brother’ ‘Cassius Marcelo Clay’ são sintomas da ascensão e resistência negra.

Neste arco-íris, o pote de ouro está espalhado por aí: ‘Rita Jeep’ (um revival do flerte com a mutante e seu jeep amarelo Charles (!), ‘Porque é proibido pisar na grama’ (pérola rara, o futuro incomoda o eterno presente) e uma límpida, flutuante ‘Que maravilha’.

Texto extraído do blog Som do Bom.

Fazer o download de Jorge Ben – Negro é Lindo (1971).

Tuesday, April 17, 2007

Flaviola e o Bando do Sol – Flaviola e o Bando do Sol (1974)

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Faixas:
01. Canto Fúnebre
02. O Tempo
03. Noite
04. Desespero
05. Canção do Outono
06. Do Amigo
07. Brilhante Estrela
08. Como os Bois
09. Palavras
10. Balalaica
11. Olhos
12. Romance da Lua
13. Asas

Outro representante da geração nordestina pós-tropicalismo, que teve em Paêbirú, de Lula Côrtes e Zé Ramalho, sua expressão mais radical. Também pernambucano, Flaviola e o Bando do Sol gravou apenas um álbum, lançado pelo selo local Solar, em 1974. Com base em ritmos regionais, produziram um raro mix de folk-rock-psicodelia, que permanece com extrema atualidade. Instrumental rico, na base de violões, violas, guitarras, flautas e percussão.

Basicamente acústico, com uma poesia ímpar, o disco é mais um exemplo da energia, da vontade de crair algo novo, que abundava no Recife. Uma comparação com os ingleses de “The Incredible String Band” não é de todo absurda.

Participam do disco Flávio Lira (o Flaviola), Lula Côrtes, Pablo Raphael, Robertinho of Recife, e Zé da Flauta

Fazer o download de Flaviola e o Bando do Sol – Flaviola e o Bando do Sol (1974).

Monday, April 16, 2007

Renato Teixeira – Paisagem (1972)

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Faixas:
01. Velha História
02. As Coisas Que Eu Gosto
03. As Galinhas
04. O Que Era Doce Acabou
05. Cabreiro
06. Paisagem
07. Pedras do Caminho
08. Quando uma Nuvem Passa
09. Marinheiro
10. Bye Bye
11. Sapo

Renato Teixeira (Renato Teixeira de Oliveira), cantor e compositor, nasceu em Santos SP em 20/5/1945. Passou a infância em Ubatuba SP e com 14 anos mudou-se para Taubaté SP, onde começou a compor.

Em 1967 transferiu-se para São Paulo SP e, nesse mesmo ano, sua canção Dadá Maria foi uma das classificadas no III FMPB, da TV Record, sendo mais tarde gravada, na Odeon, por Sílvio César e Clara Nunes, e, na Philips, por ele mesmo e Gal Costa.

Em 1968 participou do IV FMPB, também na TV Record, com a música Madrasta (com Beto Ruschel), interpretada por Roberto Carlos. No VII FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro RJ, em 1972, classificou sua composição Marinheiro. Participou também da coleção Música Popular — Centro Oeste-Sudeste, da Marcus Pereira.

No ano seguinte, a Phonogram lançou Paisagem, seu primeiro LP. Em 1977 sua música mais conhecida, Romaria, foi gravado por Elis Regina em seu LP Elis.

Lançou em 1984 o LP Azul e, em 1992, pela Kuarup, o CD Renato Teixeira & Pena Branca e Xavantinho, recebendo no mesmo ano o Prêmio Sharp. Participou ainda dos discos Grandes cantores sertanejos (Kuarup, 1985) e Cantorias & cantadores (Kuarup, 1997), ao lado de Xangai, Cida Moreira, Elomar, Sivuca, Geraldo Azevedo e outros.

Em 1997 comemorou 30 anos de carreira com show no Canecão, no Rio de Janeiro.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora.

Fazer o download de Renato Teixeira – Paisagem (1972).

Friday, April 13, 2007

Ruy Maurity – Em Busca do Ouro (1972)

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Faixas:
01. Em Busca do Ouro
02. Meninos de Rua
03. O Rosário
04. Marilua
05. Num Faz de Conta
06. Serafim e seus Filhos
07. Moda de Viola
08. Fábula
09. Quem Tem Medo da Música Caipira?
10. O Verde é Maravilha
11. Manuela
12. Meninos da Rua

Ruy Maurity nasceu no dia 12 de dezembro de 1949, em Paraíba do Sul (RJ). Sua mãe foi a primeira violinista a integrar a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, e seu irmão é o pianista Antonio Adolfo. Aprendeu sozinho a tocar violão.

Em 1970 venceu o Festival Universitário do Rio de Janeiro com a música “Dia cinco”, que compôs junto com Zé Jorge. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP, “Este é Rui Maurity”. Foi em 1971 que gravou o seu maior sucesso, “Serafim e seus Filhos”, lançado no LP “Em busca do ouro”. Três anos depois lançou o disco “Safra 74”, que teve algumas de suas músicas incluídas nas trilhas sonoras das novelas “Escalada” e “Fogo sobre terra”, da TV Globo. Em 76 e 77 lançou, respectivamente, os LPs “Nem ouro nem prata” e “Ganga Brasil”, que inclui a gravação do tema principal da novela “Dona Xepa”, da TV Globo. Em 1978 gravou o disco “Bananeira mangará”.

Com o tempo foi caracterizando cada vez mais a sua carreira com os temas e músicas regionais. Na década de 80 gravou os discos “Natureza” e “Aviola no Peito”. Realizou ainda inúmeros shows em diversas cidades brasileiras. No ano de 98 lançou o CD De coração, no qual interpreta diversas parcerias com José Jorge.

Texto extraído do site da Kuarup Discos

Fazer o download de Ruy Maurity – Em Busca do Ouro (1972).

Monday, April 09, 2007

Manduka – Caravana (1979)

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Faixas:
01.Saidação
02. Terra dos Homens
03. Katatay
04. Caravana
05. Raças
06. A Catimba Não Gorou
07. Fábula
08. Somos quem Somos

Fazer o download de Manduka – Caravana (1979).

Monday, April 02, 2007

Leno – Vida e Obra de Johnny McCartney (1971)

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Faixas:
01. Johnny McCartney
02. Por que Não?
03. Lady Baby
04. Sentado no Arco-Íris
05. Pobre do Rei
06. Peguei uma Apollo
07. Sr. Imposto de Renda
08. Não há Lei em Grilo City
09. Convite para Ângela
10. Deixo o Tempo Me Levar
11. Contatos Urbanos
12. Bis
13. Johnny McCartney

EM 1970, já separado de Lilian (com quem fez uma dupla de sucesso na Jovem Guarda), Leno preparava-se para lançar pela CBS seu terceiro disco solo, Vida e obra de Johhny McCartney, que deveria ter sido lançado em 1971 – mas só saiu em 1995, pelo selo independente de Leno. Visionário, o disco mostrava algumas novidades para a época: era gravado em oito canais e trazia um som bem mais realista e pesado do que costumeiramente era visto em rock nacional. Além disso, tinha em sua ficha técnica o grupo de rock A Bolha e um desconhecido produtor-compositor-cantor-arranjador, um tal de Raul Seixas… O tal disco, com ares de LP “conceitual”, no entanto, ficaria arquivado de 1971 a 1995, quando finalmente seria lançado pelo próprio selo indepedente de Leno, sem muito alarde. Vida e obra de Johnny McCartney, um disco totalmente inovador e contestador, é uma das páginas mais intrigantes da história do nosso rock.

ANTES: Leno, ou melhor, Gileno Azevedo, era mais conhecido pela dupla com Lilian Knapp, na década de 60. Apesar das brigas nos bastidores, a dupla conseguiu emplacar uma série de sucessos, a maioria deles pontos de referência até hoje quando se fala em Jovem Guarda. Sempre que algum cantor “cabeça” quer dar um ar mais popular ao seu repertório, acaba recorrendo a canções como “Devolva-me” (gravada por Adriana Calcanhoto) e “Pobre menina”. Alguns desses sucessos eram assinados por Renato Barros, guitarrista do grupo Renato & Seus Blue Caps, amigo de Leno e namorado de Lilian.

A carreira solo de Leno, após o fim da dupla com Lilian, inicou-se com sucessos como “A pobreza” (aquela mesma, do “a garota que eu adoro, por quem tanto choro, não pode me ver..”). Gravando na CBS, o cara acabou tendo contato com um dos produtores da casa, ninguém menos que Raul Seixas, que na época usava o pseudônimo de Raulzito e compunha músicas para Leno & Lilian, Odair José, Ed Wilson e Renato & seus Blue Caps – Raul dizia ter composto cerca de 80 músicas entre 1969 e 1973, sendo que algumas delas se tornaram grandes sucessos, como “Doce doce amor” (Jerry Adriani) e “Sha-la-la” (com o próprio Leno).

O disco que seria Vida e obra de Johhny McCartney só poderia ser pensado, obviamente, após o esvaziamento da estética naif da Jovem Guarda – que levou vários artistas daquele período a se arriscarem em trabalhos arrojados e diferentes do “iê iê iê romântico” da década de 60 – e à separação dos Beatles, que inspirou o título do álbum. Outros detalhes estavam em jogo: o contato de Leno e Raul havia gerado uma série de músicas pesadas, inspiradas no hard rock e na fusão com o soul em voga na época (a banda hard carioca A Bolha acabou sendo chamada para gravar quatro músicas) e Raul, já com um pé fora da “linha de montagem” da CBS, ousou trabalhar quase em parceria com Leno, escrevendo várias letras e fazendo backing vocals além de produzir. “Sentado no arco-íris”, uma das faixas, era, segundo Raul, a primeira letra que ele se orgulhava de ter escrito.

O DISCO: Vida e obra de Johnny McCartney até pelo cacife dos músicos envolvidos (imagine a historinha: “músico popular-brega enlouquece e resolve gravar um disco de rock´n roll pesado ao lado de um produtor também tão brega e maluco quanto ele e de uma desconhecida banda rockeira pesada”) não poderia mesmo ter feito sucesso. Se lançado em 1971, poderia ter se tornado um disco cultuado. Ouvido hoje, se não soa atual, pelo menos impressiona. Entre músicas de Leno, parcerias com Raul (creditadas a “Raulzito Seixas”) e contribuições de amigos, pesca-se um som que tem mais a ver com bandas como Sly & The Family Stone, Beatles pós-67, Cream e Steppenwolf, como na faixa título. Outras faixas seguem essa linha, como “Por Que não?” (plágio descacetado de “All right now”, do Free) e a já citada “Sentado no arco-íris”, com um marcante riff de guitarra, ritmo inspirado no Cream e uma letra de inspiração gospel, que chega a falar em “gente sem terra, gente sem nome”. Segurando a onda de Leno, haviam Renato Barros, Raul Seixas, Paulo César Barros, o pessoal da Bolha (Pedro Lima, Renato Ladeira, Arnaldo Brandão e Gustavo Schroeter) e o grupo uruguaio The Shakers.

Em algumas faixas, Leno voltava ao passado. “Lady baby” trazia um arranjo claramente inspirado nos Beatles e na Jovem Guarda – acabou se tornando, por sinal, uma das poucas músicas do disco a ser lançada em single -, o mesmo acontecendo no rock “Deixo o tempo me levar”. De resto… “Pobre do rei”, composta por Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, era uma espécie de versão beatle de O rei que não sabia de nada (aquele livrinho infantil que todo mundo leu no colégio) e acabou censurada – Marcos a regravaria no disco Garra com o nome “Jesus meu rei”. O rock´n roll “Peguei uma Apollo”, pertencente ao repertório da Bolha, acabou sendo uma das poucas a passarem batidas pela censura, que estranhamente não implicou com os versos “mas que coisa sub, sub/envolvida/sub, sub/entendida”. O irônico country-rock “Sr. Imposto de renda” (definido no encarte como “a nossa ‘Taxman’ “), por sua vez, só seria liberado se todos os censores tivessem tomado ácido – assim como em “Não há lei em Grilo city”, que trazia versos como “a realidade fere, fere até você e eu (…)/e o xerife aponta, desmonta e conta/John Wayne é o seu herói”. Já que a história aponta que os EUA financiavam a ditadura nos países latino-americanos… E a loucura dos censores era tanta que a implicância maior acabou sendo com o verso “bisa comigo”, da inocente “Bis” – que encerra o disco junto a uma coda da faixa-título.

Para quem costuma acompanhar a carreira de Raul, uma das músicas é especialmente curiosa: “Convite para Ângela” traz uma melodia idêntica à de “Sapato 36”, música que Raul gravaria em 1977 (mas sem crédito para Leno). Já a countryficada “Contatos urbanos”, composta por outro produtor da CBS, Ian Guest, era uma espécie de “Sinal fechado” (aquela música do Paulinho da Viola) versão pós-Jovem Guarda. Mesclando inocência jovemguardista, peso, tons político-sociais nada discretos e fortes mudanças de paradigma, Vida e obra de Johhny McCartney foi, no fim das contas, uma das mais interessantes pedras colocadas sobre a tumba do iê-iê-iê.

E DEPOIS?: Das 13 faixas de Johnny McCartney só quatro foram editadas num compacto duplo da CBS: “Johhny Mc Cartney”, “Peguei uma Apollo”, “Lady Baby” e “Convite para Ângela”. Quando a censura deu o golpe fatal no disco, a CBS escutou o conteúdo e determinou o arquivamento do LP. Se o clima tenso e contestador de letras como “Sentado no arco íris” havia desagradado os censores, as melodias nada comerciais (para a época) do LP também não tiveram o menor êxito com a gravadora. Pior: numa mudança de gravadora, ainda nos anos 70, Leno procurou pelo tape e soube por um funcionário da CBS que as fitas originais haviam sido apagadas. Como as fitas masters de discos antigos eram guardadas sem o menor cuidado, era provável que Vida e obra… já tivesse ido parar na lata de lixo.

O disco só foi sair porque, em 1994, o pesquisador musical Marcelo Fróes (aquele mesmo, do International Magazine), achou os tapes originais, guardados em duas caixas empoeiradas nos arquivos da Sony music. Lançado em pequena tiragem no ano de 1995, foi como se não tivesse saído nunca: poucas revistas noticiaram o fato e as rádios não tocaram nada do disco, que hoje está esgotado. Se a censura já havia sacaneado geral, o pior castigo para Leno e seu Johhny McCartney foi terem perdido o trem do reconhecimento, ainda que tardio.
Texto de Ricardo Schott, publicado no site discotecabasica.com.

Fazer o download de Leno – Vida e Obra de Johnny McCartney (1971).

Hair Soundtrack – Brazilian Version (1969)

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Faixas:
01. Aquarius
02. Donna
03. Ás de Espadas
04. Manchester Inglaterra
05. Sou Preto, Não Tenho
06. Ar
07. Tenho Vida
08. Hair
09. Minha Convicção
10. Fácil Dizer Não
11. Pra Onde Vou
12. Hare Krishna
13. Frank Mills
14. Crioulos
15. Olhos Abertos
16. Que Obra de Arte o Homem é
17. Bom Dia Estrela
18. Deixe o Sol Entrar

Menos de um ano após a assinatura do Ato Institucional nº 5, que instaurou a fase mais dura do regime militar, com cassações de direitos políticos em massa e prisão e torturas de adversários, estreava em São Paulo a montagem brasileira do musical Hair, no palco do Teatro Aquarius, mais tarde Teatro Zaccaro, no bairro do Bixiga.

A iniciativa, ousada para a época, deveu-se a Ademar Guerra, responsável por várias realizações pioneiras do teatro brasileiro e que vinha de uma temporada exitosa com a polêmica peça Marat/Sade, de Peter Brook.

Ademar e o produtor Altair Lima tiveram que vencer várias dificuldades. Primeiro, a descrença de empresários teatrais de que era possível montar um musical do porte de Hair no Brasil. Depois de vencida esta resistência, veio outro problema: a censura.

A montagem original era repleta de cenas em que os atores apareciam nus, o que desagradou a censura. Seguiu-se uma penosa negociação e, ao final, os censores concordaram em que a nudez dos atores seria mostrada apenas uma única vez na peça, em uma cena com apenas um minuto de duração e na qual os atores deveriam permanecer absolutamente imóveis.

Apesar das restrições, Ademar deu um tratamento requintado à cena, que caiu no gosto do público e da crítica e é lembrada até hoje como um dos grandes momentos do teatro brasileiro.

Hair marcou a estréia de vários jovens atores e atrizes, que depois se tornaram famosos por suas atuações no teatro, cinema e televisão. O elenco inicial era composto por Armando Bogus, Sônia Braga, Maria Helena, Altair Lima, Benê Silva, José França, Neusa Maria, Maria Regina, Marilene Silva, Laerte Morrone, Aracy Balabanian, Gilda Vandenbrande, Bibi Vogel e Acácio Gonçalves.

Sônia Braga, então com 18 anos, foi a grande estrela da peça, mas quase ficou de fora do elenco, pois não contava com a simpatia do diretor Ademar Guerra e só foi aceita por conta da insistência de Altair Lima. Entre os que se encantaram com Sônia, estava Caetano Veloso que compôs Tigresa em sua homenagem. Sônia era a tigresa de unhas negras e íris cor de mel, que trabalhou no Hair.

Ao longo da carreira da peça, que se estendeu até 1972, entraram as atrizes Ariclê Perez e Edyr Duqui (que depois faria parte do grupo musical As Frenéticas) e os atores Antonio Fagundes, Nuno Leal Maia, Ney Latorraca, Denis Carvalho, Buza Ferraz e Wolf Maia.

A direção musical da peça foi de Cláudio Petraglia, a coreografia, de Márika Gidali e a tradução das músicas para o português, de Renata Pallotini.

Texto extraído de wikipedia.com.

Fazer o download de Hair Soundtrack – Brazilian Version (1969).

Friday, February 23, 2007

Jards Macalé – Aprender a Nadar (1974)

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Faixas:
01. Jards Anet da Vida
02. Dois Corações / No Meio do Mato / O Faquir da Dor / Ruas Real Grandeza / Pam Pam Pam
03. Imagens
04. Anjo Exterminado
05. Dona de Castelo
06. Mambo da Cantareira
07. E Dai?
08. Orora Analfabeta
09. Senhor dos Sábados
10. Boneca Semiótica

Aprender a nadar, segundo disco de Jards, foi sua tentativa de arranhar as paradas de sucesso. Foi algo que ele até conseguiu e que lhe valeu alguma – boa – mídia, mas não o suficiente para livrá-lo da pecha de “maldito”, de anti-comercial. Apesar da pouca vendagem do primeiro disco, a Philips decidiu manter o contrato do cantor, que aproveitou para gravar um álbum bem menos “econômico”, com arranjos mais elaborados – ao contrário do primeiro, no qual se restringia a um grupo básico Em Aprender a nadar, aparecem músicos de estúdio como Wagner Tiso (arranjos, piano), Robertinho Silva (bateria), Rubão Sabino (baixo) e Ion Muniz (flauta), além de um regional que inclui os experientes Canhoto (cavaquinho) e Dino Sete Cordas (violão).

Concebido ao lado de Waly Salomão (que usava a alcunha lisérgica de Wally Sailormoon) era um disco conceitual, com faixas que tratavam de uma certa “linha de morbeza romântica” – morbeza, um neologismo inventado por Waly, era uma mistura de morbidez e beleza, que ele definia como “uma idéia para identificar uma linha de ação, como uma estratégia da qual depois se larga e se busca outra”. Tal idéia esteve por trás de pelo menos quatro faixas do disco, “O Faquir da Dor”, “Rua Real Grandeza”, “Anjo Exterminado” (gravada numa versão mais radiofônica por Maria Bethânia no disco Drama) e “Dona do Castelo”, como uma retomada, sob um viés tropicalizado, da antiga dor-de-cotovelo. Músicas antigas do estilo – ou aproximadas a ele – eram revisitadas em algumas regravações, como “Imagens”, de Orestes Barbosa (quase uma pré-psicodelia, em versos estranhos como “a lua é gema do ovo/no copo azul lá do céu…/o beijo é fósforo aceso/na palha seca do amor”). O maior sucesso do LP, no entanto, foi a regravação do clássico “Mambo da Cantareira”, antigo sucesso de Gordurinha – que serviu de pretexto para Macalé alugar uma barca da travessia Rio-Niterói e pular na baía de Guanabara ao som da música, na festa de lançamento do álbum. “Orora analfabeta”, outro grande sucesso de Gordurinha, cuja letra sacaneava a ignorância das elites, também estava no LP, e também fez sucesso (os versos iniciais são inesquecíveis: “Conheci uma dona boa lá em Cascadura…”).

O lado experimental do disco ficava por conta de estranhas vinhetas, como as cinematográficas “Jards Anet da Vida”, “No meio do mato” e “O faquir da dor”, além da interface música-artes plásticas-cinema, que encontrava seu desvelo na arte da capa e do encarte (com fotogramas de Kakodddevrydo, filme de Luís Carlos Lacerda) e na dedicatória a Lygia Clark e Hélio Oiticica. Numa época em que o barato era freqüentar Ipanema, Jards homenageava um dos pedaços mais suburbanos da zona sul carioca (“Rua Real Grandeza”, finalizada com uma engraçada vinheta baseada em “Pam-Pam-Pam”, de Paulo da Portela, na qual Wally “tocava” chaves e porta). O disco ainda apresentava o poeta underground Ricardo Chacal, lendária figura da vida cultural carioca – até hoje, aliás – ao mundo da música, como letrista de “Boneca semiótica”, composta com Macalé, Duda e o multi-homem baiano Rogério Duarte.
Texto de Ricardo Schott, publicado no site Freakium!.

Fazer o download de Jards Macalé – Aprender a Nadar (1974).

Wednesday, January 03, 2007

Tom Zé – Tom Zé (1968)

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Faixas:
01. São São Paulo
02. Não Buzine que Eu Estou Paquerando
03. Namorinho de Portão
04. Catecismo, Creme Dental e Eu
05. Curso Intensivo de Boas Maneiras
06. Glória
07. Camelô
08. Profissão Ladrão
09. Sem Entrada e Sem Mais Nada
10. Parque Industrial
11. Quero Sambar Meu Bem
12. Sabor de Burrice

Parque Industrial ou Satyricon de Tom Zé

Este disco é uma preciosidade. Seu relançamento deve ser festejado como a descoberta de um tesouro – senão perdido – esquecido; enterrado e abandonado. Injusta e injustificadamente abandonado. E no entanto, trata-se de uma obra-prima – e primeira – de um criador singular, esse mestre de invenções e intervenções artísticas chamado Tom Zé. Um disco digno de ser enfim reconhecido como representativo do tropicalismo, assim como os demais, conhecidos, do movimento: os individuais de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Os Mutantes, além do coletivo.

Da companhia destes, “Tom Zé” havia sido alijado, ao sair de circulação. Como eles, foi gravado, em 1968, sob o signo da revolução e da liberdade criativa. Suas composições expõem as marcas – tipicamente tropicalistas – da surpresa e do sincretismo. Compassos se alternam, dão-se mudanças às vezes radicais de andamento. Estruturas por colagem e/ou montagem, as canções, fracionadas, misturam ritmos (exemplo: iê-iê-iê e música sertaneja, em “Sabor de Burrice), instaurando inesperadas atmosferas em uma mesma faixa. Tudo ilustrado paralelamente pelos arranjos.

Estes desempanham palel fundamental no encontro entre música popular e erudita contemporânea que o disco promove. Criados por Damiano Cozzela e Sandino Hohagen, maestros do grupo música nova, combinam elementos díspares – do folclore ao rock – num trabalho ao mesmo tempo antenado com a vanguarda e enraizado na tradição. As instumentações são inusuais. Um arsenal de ruídos – sinos, buzinas, despertadores – e sons variados – aleatórios, de fanfarras, etc – é convocado. Incorporam-se cacos, acasos, erros, além de narrações, conversas e discursos, sem contar vocais onomatopéicos. Resultado: cada faixa se torna um acontecimento sonoro-musical.

Mais relevante ainda talvez seja a forma como os arranjos se relacionam com as letras, como replicam às suas instigações, criando os climas por elas requeridos. Examine-se um detalhe de “Sem Entrada e Sem Mais Nada”, por exemplo. Num dado trecho, acordes deliberadamente cafonas são tocados para comentar a expressão “cinco letras que choram”, verso que, na canção, está se referindo a “FIADO” e também parodiando (no nível melódico inclusive) um antigo sucesso homônimo de Francisco Alves, co-intituladao “Adeus”.

Importante, a propósito das citações, é que elas são sempre pertinentes, nunca gratuitas. E, mais do que serem várias, chama a atenção o leque de sua livre diversidade: do samba “Upa Neguinho” (em “Quero Sambar, Meu Bem”) ao hino “Deus Salve a América” (na introdução de “Parque Industrial”), de “Cai, Cai, Balão” ao iê-iê-iê brega “Bom Rapaz” (em “Namorinho de Portão”).

No centro de tudo, encontra-se naturalmente Tom Zé, singularizando-se já por suas qualidades de cantor – cujas interpretações assinalam, inteligentemente, o tom paródico e/ou irônico dos textos. De compositor – com uma formação sofisticada para um autor de canções à época, revelando conhecimentos hauridos no campo erudito. De músico – aberto a experimentações. De artista – com proposta e postura nova e ousada. De letrista – de versos provocativos, gozativos, satiricamente críticos.

Mais intensamente do que os damais poetas do tropicalismo – Caetano, Gil , Capinan e Torquato Neto -, Tom Zé usa e abusa de uma linguagem carregada de mordacidade e de tipo coloquial-irônico. Nesse sentido, ele foi o Tristan Corbiére do movimento. Como resistir ao humor de versos como: “Entrei na liquidação/ Saí quase liquidado”? ou a estes, desconcertantes: “Pois um anjo do cinema/ já revelou que o futuro/ da família brasileira/ será o hálito puro,…/Ah”!? ou à força do refrão de “Glória”? E há aqueles ainda que fazem uma declaração de princípios poéticos, valendo por um lema estético a ser seguido: “Quero sambar meu bem/ (…)/ Não quero é vender flores nem saudade perfumada/ (…) / Mas eu não quero andar na fossa/ cultivando tradição embalsamada”.

Nodisco, não há uma só música que não seja característicamente crítica. Nem “São São Paulo, Meu Amor” – ode? – escapa a isso. E a vei satírica de Tom Zé investe implacavelmente contra vários alvos. Eis alguns deles. O capitalismo, na imagem do homem de negócios (em “Não Buzine que Eu Estou Paquerando”). A burguesia, ridicularizada em sua moral, seus hábitos e aspirações, na figura do chefe de família (“Glória”). A sociedade de consumo e as imagens-símbolo, publicitárias, do consumo (“Catecismo, Creme Dental e Eu” e “Parque Industrial”). As convenções, sociais e comportamentais (“Curso Intensivo de Boas Maneiras”), bem como as linguísticas (“Sabor de Burrice”): nesse último caso, a própria letra assume um discurso retórico-acadêmico, num emprego consciente do mau gosto para efeito crítico.

Em suma, o que Tom Zé não poupa é o limitado horizonte espiritual de sistemas e estilo de vida vazios e, com estes, seus praticantes. Tais fatores de fundo, aliado aos componentes formais do disco, colaboram para fazer dele uma obra audaciosa e desafiadora, de alguém que reúne senso crítico e estético ; um homem sertanejo de origem e forte de caráter, que se tornou um artista urbano e moderno (e que assim, acabou fazendo a “ligação direta […] entre o rural e o experimental” para lembrar as palavras de Caetano sobre ele em “Verdade Tropical”).

Agora, o Brasil passa a dispor, finalmente em CD, de mais um trabalho seu a servir de informação cultural qualitativa para as novas gerações. E os norte-americanos, os jovens em especial, já poderão contar com a referência de mais uma “nova” obra de relevo da escola de vanguarda que. para alguns deles, o tropicalismo se tornou.
Texto de Carlos Rennó, encartado no relançamento em CD.
Fazer o download de Tom Zé – Tom Zé (1968).

Monday, December 18, 2006

Tobruk – Ad Lib (1972)

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Faixas:
01. I’m in Love With You
02. Theme from My Mind
03. Queens are Made
04. Hello Crazy People
05. Heart of a Sound Spirit
06. Ad Lib
07. Send It for Tomorrow

Fazer o download de Tobruk – Ad Lib (1972).

Tuesday, November 28, 2006

Walter Franco – Ou Não (1973)

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Faixas:
01. Mixturação
02. Água e Sal
03. No Fundo do Poço
04. Pátio dos Loucos
06. Flexa
07. Me Deixe Mudo
08. xaxados e Perdidos
09. Doido de Fazê Dó
10. Vão de Boca
11. Cabeça

Quando Walter Franco apareceu, de “Cabeça” na música popular brasileira, quase não tinha antecedentes. Nem os protagonistas da Tropicália tinham ido tão longe. Era música concreta “in concreto”. Foi no Festival da Globo de 1972. E sua bravura mobilizou a intervenção de gente como Décio Pignatari, Rogério Duprat e Julio Medaglia, integrantes do júri que foi destituído pela direção — porque ousou indicar o nome de Walter como vencedor do Festival. “Cabeça” e “Me Deixe Mudo” — a explosão da letra em estilhaços de poesia e a sua implosão nos ecos do silêncio — composições que, como eu disse em meu “Balanço”, racharam a cabeça da música popular, estão no primeiro LP de Walter o disco branco “Ou Não”, gravado em fins de 1972 e editado no ano seguinte. De bate-pronto, Caetano respondia com “Araçá Azul”,a sua aventura radical, e essa foi talvez a mais bela conversa de guerrilhas jamais travada no âmbito da nossa música popular de invenção bombas cruzadas de bahia e sampa, poema e
samba. “Revolver” continuou a antitradição de “Ou Não” com as explosões/implosões dos seus mantras, do primal “feito gente” ao quase mudo “e(ter)na(mente)”. Walter seguiu adiante com “Vela Aberta”. Mas, minado pela mediocridade da mídia, seu caminhar se fez mais secreto. Seus novos riscos quase não foram vistos pelo público. Um dia ele escreveu o poema certo: “o ab(surdo) não h(ouve)”. Oucám Walter Franco.

Texto de Augusto de Campos, escrito em 2000.

Fazer o download de Walter Franco – Ou Não (1973).

Saturday, November 25, 2006

Damião Experyença – Chupando Cana Verde e Cheirando Alho no Planeta Lamma

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Faixas:
01. Damião Experyença Chupando Cana Verde no Planeta Lamma
02. Damião Experyença Cheirando Alho no Planeta Lamma

Fazer o download de Damião Experyença – Chupando Cana Verde e Cheirando Alho no Planeta Lamma.

Friday, November 17, 2006

Som Imaginário – Som Imaginário (1971)

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Faixas:
01. Cenouras
02. Você Tem Que Saber
03. Gogó (O Alívio Rococó)
04. Ascenso
05. Salvação Pela Macrobiótica
06. Ue
07. Xmas Blues
08. A Nova Estrela

Fazer o download de Som Imaginário – Som Imaginário (1971).

Saturday, October 21, 2006

Lula Côrtes & Zé Ramalho – Paêbirú (1975)

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Faixas:
01. Trilha de Sumé/Culto à Terra/ Bailado das Muscarias
02. Harpa dos Ares
03. Não Existe Molhado Igual ao Pranto
04. O M M
05. Raga dos Raios
06. Nas Paredes da Pedra Encantada
07. Marácas de Fogo
08. Louvação a Iemanjá
09. Regato da Montanha
10. Beira Mar
11. Pedra Templo Animal

A primeira vez que o Brasil ouviu Zé Ramalho da Paraíba foi na voz de Vanusa, que gravou a canção Avohay em seu disco “Vanusa – 30 Anos”, em 1977, pela Som Livre. Um ano após, já sem o ‘Paraíba”, Zé Ramalho ganhou as paradas nacionais com sua enigmática e encantadora mistura sonora. Antes disso, noi entanto, tão fantástica quanto suas letras, a história de Zé Ramalho registra a gravação de um disco que ficou perdido nos escaninhos do tempo.

Trata-se do raríssimo álbum duplo “Paêbirú”, creditado a Lula Cortês e Zé Ramalho, gravado entre os meses de outubro e dezembro de 1974, na gravadora Rozemblit, em Recife (PE). Com eles, estão Paulo Rafael, Robertinho de Recife, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, entre outros. Na época, Lula Cortês tinha em seu currículo o álbum “Satwa” (1973), que trazia canções com título como “Alegro Piradíssimo”, “Blues do Cachorro Louco” e “Valsa dos Cogumelos”. Zé Ramalho, já tocando com Alceu Valença, tinha em sua bagagem a experiência de grupos de Jovem Guarda e beatlemania, como Os Quatro Loucos, o mais importante de todo o Nordeste.

Clássico do pós-tropicalismo, com (over)doses de psicodelia, o álbum trazia seus quatro lados dedicados aos elementos “água, terra, fogo e ar”. Nesse clima, rolam canções como o medley “Trilha de Sumé/Culto à Terra/Bailado das Muscarias”, com seus13 minutos de violas, flautas, baixão pesado, guitarras, rabecas, pianos, sopros, chocalhos e vocais “árabes”, ou a curta e ultra-psicodélica “Raga dos Raios”, com uma fuzz-guitar ensandecida. E, destaque do álbum, a obra-prima “Nas Paredes da Pedra Encantada, Os segredos Talhados Por Sumé” (regravada por Jorge Cabeleira, com participação de Zé Ramalho), com seu baixo sacado de Goin’ Home dos Rolling Stones sustentando os mais pirados 7 minutos do que se pode chamar de psicodelia brasileira.

O disco por si só é uma lenda, mas ficou mais interessante ainda pelas situações que envolveram a sua gravação. A gravadora Rozenblit ficava na beira do rio Capiberibe, e o disco, depois de gravado, foi levado por uma das enchentes que assolavam a região. Conta a lenda que sobraram apenas umas trezentas cópias do disco, hoje nas mãos de poucos e felizardos colecionadores, muitas das quais no exterior, onde foram parar a preço de ouro. Contando com a co-produção do grupo multimídia Abrakadabra, o disco trazia um rico encarte, que também sucumbiu ao aguaceiro.

Hoje “top 10” das paradas de CDr no país e ítem valioso no mercado internacional de raridades psicodélicas, o álbum segue misteriosamente inédito no mundo digital. Com isso, a indústria dicográfica brasileira perde uma boa oportunidade de provar que se preocupa um pouco mais do que com o tilintar da caixa-registradora. “Paêbirú”, que quer dizer “o caminho do sol” (para os incas), poderia ser o primeiro de uma série de raridades a ganhar a luz do dia, para ocupar uma fatia de mercado que, se pequena comercialmente, é fundamental para a preservação da cultura musical brasileira.
Texto de Fernando Rosa, originalmente publicado na revista Showbizz.
Fazer o download de Lula Côrtes & Zé Ramalho – Paêbirú (1975).

Monday, October 16, 2006

Ednardo – Pessoal do Ceará (1973)

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Faixas:
01. Ingazeiras
02. Terral
03. Cavalo Ferro
04. Curta Metragem
05. Falando da Vida
06. Dono dos Teus Olhos
07. Palmas pra dar Ibope
08. Beira-Mar
09. Susto
10. A Mala

Impossível dizer como tudo começou. Poderíamos partir dos shows do Instituto de Física da Universidade Federal do Ceará (1965). Poderia ser a Escola de Arquitetura, que tornou-se (1966) o ponto de realização das “tertúlias-etílico-lítero-musical e badernosas”. Poderia ser o Bar do Anísio, onde se bebia todas as fossas, todas as alegrias e se aguardava o sol…
Poderia também ter começado com os galos e cangaceiros de Aldemir Martins, ou os dragões do Chico da Silva… os contos do Juarez Barroso… teria começado no singular movimento revolucionário, sério, satírico, cultural e de danações em geral da “Padaria Espiritual” (1892-1898), ou ainda na Academia Francesa de Letras (a primeira nacional), ou já mais recentemente no movimento de teatro.

Era um sábado. Sábado à tarde e o rádio mostrava uma das mais inteligentes entrevistas. Nela, Júlio Lerner mostrava ao público de São Paulo um novo grupo. Como não houvesse uma marca, ainda para esse grupo, ele era designado a cada intervalo como Pessoal do Ceará.
E no dia seguinte já moravam nos ouvidos da gente a nova informação e o quase susto que as composições e as interpretações dos meninos nos passara.
O mesmo produtor levou-os à televisão, onde o grupo tomou parte num dos mais inteligentes programas de São Paulo: “Proposta”. Apresentados ao grupo por Moracy Do Val, adotamos a “cidadania musical” cearense de hoje. E eis o disco pronto.
Nosso trabalho foi todo feito com o mesmo amor e carinho como se tecem os lindos bordados que esta capa estampa.
Ponto a ponto movidos pelos bilros da amizade fomos nos juntando. Hareton Salvanini, este excelente maestro-cantor-compositor que até agora, vinha trabalhando em publicidade e em trilhas sonoras para cinema e televisão, também juntou-se a nós e como eles faz aqui a sua estréia em disco … a renda vai ficando cada vez maior, que só será completa se você também entrar nela.

Rodger Rogério e Tetty, são casados e pais de dois lindos filhos. Ele professor de Física da USP, não aparenta os vinte e oitos anos que tem. Ela, com aquela voz pequena e incrivelmente afinada, é a “estrela” deste grupo. Todos os desvelos são para Tetty, importante revelação musical deste ano.
Ednardo é talvez, o mais habituado com as transas todas do ambiente, uma vez que até produção de programas musicais já fez. Tem vinte e sete anos e tem mais identificação com o grande público, ao primeiro ouvir, por serem suas obras agitadas e comunicativas, nem porisso menos importantes do que as do Rodger Rogério.
O Pessoal do Ceará, não é um conjunto vocal. É um grupo de novos mensageiros que, cada um à sua maneira, dá o recado mais importante desta temporada.

PS.: INGAZEIRAS foi feita para Aldemir Martins. A MALA foi gravada exclusivamente por Tetty e Hareton que toca piano, órgão, sintetizador e faz o
vocal inicial. Em BEIRA-MAR note-se a participação de Tetty.
Textos de Ednardo, Rodger Rogério e Walter Silva, encartados na edição original do LP.
Fazer o download de Ednardo – Pessoal do Ceará (1973).

Monday, October 02, 2006

Jards Macalé – Jards Macalé (1972)

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Faixas:
01. Farinha do Desprezo
02. Revendo Amigos
03. Mal Secreto
04. 78 Rotações
05. Movimento dos Barcos
06. Meu Amor me Agarra & Geme & Treme & Chora & Mata
07. Let’s Play That
08. Farrapo Humano – A Morte
09. Hotel das Estrelas

Jards Macalé, primeiro disco do cantor carioca, é um dos trabalhos mais inusitados da música brasileira. Um disco até hoje duro de ser conceituado – e por isso mesmo genial, e tantas vezes esquecido. Feito após Jards ter passado por experiências diversas como músico, o álbum marcava sua transição para a via pop, revolucionando a música brasileira ao mesclar rock, samba, eruditismo, jazz, bossa-nova, tropicalismo, melancolia e sofrimento em doses cavalares. Gravado às pressas, da forma mais minimalista possível (com Jards no violão, Lanny no violão solo e no baixo e Tutty na bateria), o disco traz uma sonoridade crua, anti-comercial, com letras que chegam a soar punks. O LP abria com “Farinha do desprezo”, quase um anti-rock, desconstruído, misturado com samba e jazz (a letra: “só vou comer agora da farinha do desejo/alimentar minha fome para que nunca mais me esqueça/como é forte o gosto da farinha do desprezo”).

Uma vinheta com “Vapor barato” a capella – cantada de forma quase fúnebre, fantasmagórica mesmo – antecede o forrock “Revendo amigos”, que chegou a ir 12 vezes para a censura, encucada com versos como “se me der na veneta eu morro/se me der na veneta eu mato”. Numa época em que Roberto Carlos era rei, Jards só oferecia romantismo em faixas originais como o quase-samba “78 rotações”, na voraz “Meu amor me agarra & geme & treme & chora & mata” e na desolação de “Movimento dos barcos”. O lado mais característico de Macalé, no entanto, era a faceta melancólica e existencial de faixas como o rock “Mal secreto” (“massacro meu medo, mascaro minha dor, já sei sofrer”) e o hino “Let’s play that” (“vai, bicho/desafiar o coro dos contentes”, dizia a letra de Torquato Neto). Num viés tenso, repleto de improvisos roqueiros ao violão, em que não havia oposição entre tristeza e felicidade, alegria e melancolia (“dessa janela sozinha/olhar a cidade me acalma/estrela vulgar a vagar/rio e também posso chorar”, diz a letra de “Hotel das estrelas”, que fechava o disco), Jards Macalé também trazia o rock´n roll suicida e ágil de “Farrapo humano” (de Luiz Melodia) – sintomaticamente seguido pelo samba “A morte”, de Gilberto Gil.

A ousadia custou caro: Jards Macalé acabou tendo pouca tiragem e logo foi tirado de catálogo. O cantor iniciou uma série de shows, mas continuava com problemas de colocação no mercado. Em 1973, liderou na Philips um misto de show-disco coletivo, O banquete dos mendigos, feito por ele e por vários amigos para comemorar o aniversário de 25 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem e, de quebra, ajudar a tirar a conta de Macalé do vermelho: o show foi feito, mas o disco ao vivo acabou sendo completamente censurado e só liberado em 1979 (e já pela RCA).

Texto de Ricardo Schott, publicado no site The Freakium!.
Fazer o download de Jards Macalé – Jards Macalé (1972).

Friday, September 29, 2006

A Bolha – Um Passo a Frente (1973)

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Faixas:
01. Um Passo A Frente
02. A Esfera
03. Epit fio (Epitaph)
04. Bye My Friend
05. Tempos Constantes
06. Neste Rock Forever
07. Razão De Existir
08. 18.30 – Parte 1
09. Os Hemadecons Cantavam Em Coro

Nascida no Rio de Janeiro, The Bubbles – formada por Cesar (solo), Renato (ritmo), Ricardão (baixo), logo substituído por Lincoln, e Ricardo (bateria) – é uma das maiores legendas da história do rock brasileiro. Desde o início da carreira, em meados dos anos sessenta, a banda passou por todas as fases do rock daquela época, da invasão britânica ao hard rock, passando pela psicodelia e pelo semi-progressivo. Em 1966, lançaram o raríssimo compacto com as faixas ‘Não Vou Cortar o Cabelo/Porque Sou Tão Feio’, versões para Los Shakers (Break it All) e The Rolling Stones (Get Out Of My Cloud), respectivamente.

Após participar de shows e programas de TV – abriram para os Herman’s Hermits, no Rio de Janeiro – e, principalmente, de reinar (ao lado dos Analfabitles) no tradicional circuito de show/bailes na periferia do Rio de Janeiro, acompanharam Gal Costa como banda de apoio. Em 1970, foram assistir ao Festival da Ilha de Wight, ficando impressionados com o que viram. De volta ao Brasil, resolveram mudar radicalmente a sonoridade da banda, resultando no clássico compacto simples com as faixas ‘Sem Nada/18:30 (Parte I)’ e ‘Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôôôôô’, lançado em 1971. Nesse meio tempo, a banda ainda participou do histórico álbum ‘Vida e Obra de Johnny McCartney’, com o cantor da Jovem Guarda, Leno (ex-Leno & Lílian), produzido por Raul Seixas.

Em 1972, ganham o prêmio de melhor banda no Festival Internacional da Canção (FIC), o que garante melhores condições para gravar o primeiro LP, batizado de ‘Um Passo à Frente’ (já reeditado em CD), trazendo um rock básico, com algumas faixas numa linha bem progressiva, que saiu em 1973. Nesta época, a banda contava com Pedro Lima (guitarras, harmônicos, vocal), Renato Ladeira (órgão Hammond, Farfisa, Vox, guitarras, vocal), Lincoln Bittencourt (baixo, vocal) e Gustavo Schroeter (bateria, vocal). Em 1975, participam do lendário festival ‘Banana Progressiva’, realizado no Teatro da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, entre os dias 29 de maio e 1º de junho.

Em 1977, após alguns altos e baixos e mudanças de formação, gravam seu segundo e último disco – ‘É Proibido Fumar’, em que adotam uma sonoridade um pouco mais ‘pesada’, abandonando definitivamente o progressivo. Mas as vendas não foram muito boas, decretando o fim da banda, que ainda tocou como banda de apoio de Erasmo Carlos, em uma turnê pelo Brasil. Renato também integrou o grupo gaúcho Bixo da Seda (ex-Liverpool), e depois o Herva Doce, já nos anos 80.
Texto de Fernando Rosa, publicado no site Senhor F.
Fazer o download de A Bolha – Um Passo a Frente (1973).

Wednesday, August 16, 2006

Silvinha – Silvinha (1971)

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Faixas:
01. Voce Já Morreu e Se Esqueceu de Deitar
02. O Que Fazer para Te Esquecer
03. Estou Pedindo Baby
04. Deixa a Cinza Deste Inverno Passar
05. Prá Toda a Geração
06. Paraíba
07. Risque
08. Seu Amor Ainda é Tudo Pra Mim
09. Leve a Vida
10. É Minha Opinião
11. Nossos Filhos Serão Pais

Fazer o download de Silvinha – Silvinha (1971).

Thursday, July 20, 2006

Ronnie Von – A Máquina Voadora (1970)

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Faixas:
01. Máquina Voadora
02. Baby de Tal
03. Verão nos Chama
04. Seu Olhar no Meu
05. Imagem
06. Continentes e Civilizações
07. Viva o Chopp Escuro
08. Enseada
09. Tema de Alessandra
10. Águas de Sempre
11. Cidade
12. Você de Azul

Fazer o download de Ronnie Von – A Máquina Voadora (1970).

Piri – Vocês Querem Mate? (1972)

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Faixas:
01. Reza Brava
02. As Incriveis Peripécias de Danilo
03. O Som do Roberto
04. Sombra Morta
05. Vocês Querem Mate?
06. Cupido Esculpido
07. Chão Vermelho
08. Lágrimas
09. Espiral
10. Porta do Sol

Este lançamento exemplifica o tipo de som do selo Quartin, de Roberto Quartin, de curta existência nos anos 70. Jazz obscuro e meditativo, mas sempre firme e dançante.

Novamente, um time de craques foi escalado. Acompanhando o violão e a voz suave de Piri, estão Danilo Caymmi, Paulinho Jobim na flauta, Jorge Marinho no baixo, o onipresente Wilson das Neves na bateria e Juquinha na percussão. Tita também aparece, como cantor convidado.

Elementos de bossa nova, psicodelismo, funk e folk se encontram nessas 10 músicas, todas compostas pelo próprio Piri.
Texto extraído do blog Quimsy’s Mumbo Jumbo.
This release typifies the sound of Roberto Quartin’s eponymous and short lived label. Dark, brooding jazz but always tight and groovy.

Again, a crack troop has been assembled here. Accompanying Piri’s guitar and gentle vocals are Danilo Caymmi and Paulinho Jobim on flute, Jorge Marinho on bass, the ubiquitous Wilson Das Neves on drums and Juquinha on percussion. Tita also adds guest vocals.

Elements of bossa, psych, funk & folk are to be had on these 10 originals all composed by Piri himself.

Extracted from Quimsy’s Mumbo Jumbo blog.

Fazer o download de Piri – Vocês Querem Mate? (1972).

Friday, July 14, 2006

Manduka y Los Jaivas – Los Sueños de América (1974)

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Faixas:
01. Don Juan de la Suerte
02. La Centinela
03. Date una Vuelta en el Aire
04. Tá Bom Tá Que Tá
05. Traguito de Ron
06. Los Sueños de América
07. 1º Encuentro Latinoamericano de la Soledad

Em 1974, em suas andanças pela América Latina, Manduka encontra-se na Argentina com o grupo chileno Los Jaivas. Desse encontro, batizado com o nome fictício e simbólico de “1º Encontro Latino-americano da Saudade”, surge esse disco que, segundo texto do próprio Manduka, alia “a sabedoria das montanhas, a embriaguês do mar e o hermetismo da selva”. Tentando retratar a mestiçagem hispano-americana, as músicas fundem de maneira bastante complexa baião, bossa nova, rítmos caribenhos, tango e música andina, numa clave experimental bem ao gosto do grupo chileno. De lirismo e força ímpar, o disco é o fruto de quem “sonha com uma América crepuscular e imaginária, humanamente poética e silenciada”.

Los Jaivas

Com mais de trinta anos de estrada, Los Jaivas é uma das bandas de maior destaque da cena musical chilena e latino-americana. Nascido em Viña del Mar no final da década de sessenta o grupo foi um dos primeiros a fundir a música folclórica latino-americana com instrumental de rock. Residindo em Paris desde 1977, Los Jaivas gravaram muitos discos de relativo sucesso, onde se descata seu segundo álbum, “Todos Juntos” (1972), cuja música título foi, em 1996, o hino do Encontro latino-americano de Presidentes, que se deu em Santiago do Chile. A canção é um exemplo de união de gerações e espíritos que o grupo conseguiu através de sua música cheia de magia e sentimentos humanitários. Em sua obra também merece destaque o álbum “Alturas de Machu Picchu” (1981), inspirado em texto escrito por. Seu trabalho é um exemplo de continuidade artística e de perseverançxa criativa, que leva Los Jaivas ao reconhecimento de ser uma das bandas mais importantes do Chile e claro expoente do folclore e do rock latino-americano.

Texto extraído da Enciclopedia del Rock Chileno

Fazer o download de Manduka y Los Jaivas – Los Sueños de América (1974).

Tuesday, July 04, 2006

Naná Vasconcelos – Africadeus (1973) + Naná Vasconcelos (1972)

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Faixas:
From “Africadeus” (1973):
01. Africadeus
02. Aboios
03. Seleção de Folclore

From “Naná Vasconcelos” (1972):
04. No Sul do Polo Norte
05. No Norte do Polo Sul
06. Aranda
07. Toshiro
08. Baião do Acordar
09. Garimpo
10. Tiro Crusado
11. Pinote

Uma voz distinta na percussão brasileira e mundial

Quando se pensa em Naná Vasconcelos, vem som. Uma figura brasileira que passou uma boa parte desses últimos 30 anos em Nova York, mas que não mudou seu figurino para um Armani, para melhor representar a nata da música instrumental brasileira. Afinal, o percussionista pernambucano nascido em 1945 certamente ainda preserva a cor pastel de suas lembranças de infância, quando tocava com o pai em uma bandinha marcial em Recife.

Um salto nas décadas e vemos Naná uma figura mundial, que ultrapassou a mera barreira da percussão. É um criador que já foi eleito sete vezes Melhor Percussionista do Mundo pela revista americana Down Beat. E grande parte desse feito foi conseguido graças a sua projeção no exterior, que sempre soube reconhecer o talento acima das vertentes comerciais da música.

Curioso e lembrando uma figura mística – mas não se engane, é um perfeito administrador de sua carreira -, Naná não tem o pé na hermetismo do erudito, pois é possível ouvir em sua atitude Músical a rebeldia de um Jimi Hendrix. Essa rebeldia e perfeita sintonia com o som e silêncio se percebe no instrumento que mais o caracteriza, o berimbau. Sozinho – ou com todos que o ouvem -, consegue criar um ambiente sonoro único em que notas da corda esticada do instrumento se misturam com sua voz, também dotada de assinatura singular.

Vida no exterior

Mas Naná não resume-se ao instrumento longitudinal – toca praticamente todos os instrumentos percussivos que lhe chega às mãos, e de forma pessoal, o que é extremamente difícil no gênero. Naná não é o percussionista de estúdio que os estrangeiros esperam de um brasileiro, que coloca um pandeiro aqui, uma tumbadora alí. Mas a sonoridade de Naná não nasceu de uma jam para outra. O músico se mudou para o Rio de Janeiro no final da década de 60, para trabalhar com Milton Nascimento. Uma união em 1970 com o saxofonista Gato Barbieri o tirou de nossas fronteiras pela primeira vez – o que se tornaria uma constante anos depois. Bom, Naná foi para o mundo.

Fixou residência em Paris, por cinco anos. O primeiro disco saiu dessa fase com o nome Africadeus. Amazonas saiu quando retornou ao Brasil, em 1972. Daí em diante, ligou-se a outra figura única na música brasileira, para uma parceria de oito anos e três discos: Egberto Gismonti. São eles: Dança das Cabeças (1976), Sol do Meio Dia (1977) e Duas Vozes (1984). A escapulida para fora do Brasil tornou a acontecer, desta vez para Nova York. Para Naná, o período com o grupo Codona (com Don Cherri e Colin Walcott) seria o mais gratificante. Estando na meca mundial do jazz, passou a integrar os mais variados grupos, sempre contribuindo, mais do que tudo. Com o jazzísta Pat Metheny foi assim – bem como com B.B. King, o violinista Jean-Luc Ponty e o Talking Heads.

Percpan

Ficou longe do Brasil por 10 anos, voltando em 1986. A partir desse momento, começava sua história com um festival anual de música experimental chamado Panorama Percussivo Mundial (Percpan) – que no início contemplava apenas a percussão pura. Dois anos depois, dividiria a direção com Gilberto Gil do festival, que deu uma cara mais abrangente ao Percpan. Apesar do aparente afastamento das raízes brasileiras, Naná sempre esteve envolvido com projetos sociais, como o ABC das Artes Flor do Mangue (com crianças carentes). Ainda: seu toque percussivo e vocal pode ser ouvido em diversos álbuns brasileiros como os de Marisa Monte, Caetano Veloso, Milton Nascimento, além de uma infinidade de amigos/parceiros.

Um de seus mais recentes trabalhos – e Naná vive realizando sua trajetória profissional Músical para caminhos que somente o próprio sabe onde -, o CD Fragmentos, de 1998, traz a participação do velho companheiro de bem-sucedidos discos, Egberto Gismonti. Mais alguns para a lista atual de trabalhos de Naná: trilha para a peça Othello, na Alemanha, A Sagração da Primavera, na França, e a trilha para o espetáculo Você me Faz Sorrir. Este ano, está em fase de finalização da edição 2001 do Percpan, agendado para setembro. Mas a história do pernambucano de 56 anos não acaba aí – vai longe, até onde a percussão, a imaginação, o silêncio e tudo mais levar.
Texto de Ricardo Ivanov, publicado no site Terra.
Fazer o download de Naná Vasconcelos – Africadeus (1972).

Ney Matogrosso – Single (1974)

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Faixas:
01. As Ilhas
02. 1964 (II)

Logo após deixar o Secos & Molhados, em 1974, Ney Matogrosso marcha para a Itália para gravar esse compacto bastante singular. Com composições e arranjos de Astor Piazzolla, o disco ainda conta com o próprio no bandolion. Um disco essencialmente de tango “a la Piazzolla”, este compacto veio encartado como bônus no primeiro LP solo de Ney, apesar da nítida diferença entre os estilos.

Fazer o download de Ney Matogrosso – Single (1974).

Sunday, July 02, 2006

Lula Côrtes – Rosa de Sangue (1980)

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Faixas:
01. Lua Viva
02. Balada da Calma
03. Casaco de Pedras
04. Nordeste Oriental
05. Bahjan – Oração para Shiva
06. São Tantas as Trilhas
07. Noite Prêta
08. Dos Inimigos
09. A Pisada é Essa
10. Rosa de Sangue

Cantor e compositor, na década de 1970 foi um dos primeiros a fundir ritmos regionais nordestinos com o rock and roll, juntamente com Zé Ramalho e outros artistas.

Obra: Em 1972, lança, com Laílson, o LP Satwa (Rozemblit, Recife); em dezembro de 1974, termina a gravação do álbum duplo “Paêbiru”, com Zé Ramalho, mas o álbum não é lançado porque a gravadora Rozemblit, foi atingida por uma grande enchente; LP O Gosto Novo da Vida (Ariola); LP Rosa de Sangue (Rozemblit; não chegou ao mercado por conta de briga jurídica com a gravadora); LP A Mística do Dinheiro (gravado pela Rozemblit mas nunca lançado); LP O Pirata (gravado em São Paulo e também nunca lançado); LP Nordeste, Repente e Canção (Discos Marcus Pereira); CD Lula Cortes & Má Companhia (1997).

É, também, pintor e lançou livros de poesia, entre os quais “Bom Era Meu Irmão, Ele Morreu, Eu Não”.

Fazer o download de Lula Côrtes – Rosa de Sangue (1980).

Monday, June 26, 2006

Pão com Manteiga – Pão com Manteiga (1976)

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Faixas:
01. Mister Drá
02. Merlin
03. Flor Felicidade
04. Micróbio do Universo
05. Montanha Púrpura
06. Multi-Átomos
07. Serzinho Sem Medo
08. Cavaleiro Lancelot
09. História do Futuro

Fazer o download de Pão com Manteiga – Pão com Manteiga (1976).

Perfume Azul do Sol – Nascimento (1974)

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Faixas:
01. 20000 Raios de Sol
02. Sopro
03. Calça Velha
04. Deusa Sombria
05. O Abraço Do Baião
06. Equilíbrio Total
07. Nascimento
08. Pé De Ingazeira
09. Canto Fundo
10. A Ceia

Grupo paulista formado por Ana (voz e piano), Benvindo (voz e violão), Jean (voz e guitarra) e Gil (bateria e vocal). Com visual hippie e psicodelia derivada de ritmos e instrumental regionais, gravaram um único álbum – Nascimento -, pelo selo Chantecler, em 1974. O baixista Pedrão, depois integrou o Som Nosso de Cada Dia, ao lado do ex-Íncríveis, Manito.
Texto de Fernando Rosa, publicado no site Senhor F.
Fazer o download de Perfume Azul do Sol – Nascimento (1974).

Thursday, June 22, 2006

Denise Emmer – Canto Lunar (1982)

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Faixas:
01. Canto Lunar
02. Luzes da Cidade
03. Voa Canção
04. Moça de la Mancha
05. Grande Amor
06. O Amor é Leve
07. O Sol
08. Canção de Acender a Noite
09. Estrela no Mar, Peixe no Céu
10. Cama na Calçada

Filha dos escritores Dias Gomes e Janete Clair, Denise Emmer é cantora, compositora, instrumentista e poetisa.

Denise Emmer estudou piano durante oito anos com Werther Politano e iniciou suas primeiras composições aos 10 anos de idade. Ainda no colégio, começou a pesquisar e a compor em português arcaico, sendo dessa época suas canções “Galvan el gran cavalero” e “Aquestas mañanas frias”. Em 1980, graduou-se em Física, seguida de uma pós-graduação em Filosofia. Cursou o Conservatório Brasileiro de Música (Violoncelo), onde foi aluna de Paulo Santoro. É autodidata no violão e na flauta doce

Em 1970, suas composições “Pelas muralhas da adolescência” e “Tema verde” fizeram parte da trilha sonora da novela Assim na Terra como no Céu, da Rede Globo.

Ainda na década de 1970, participou, como compositora e cantora, da trilha sonora das seguintes novelas da TV Globo: Bravo! (1975), de Janete Clair, O pulo do gato (1978), de Bráulio Pedroso, e “Pai Herói” (1979), de Janete Clair, com a canção “Alouette”.

“Alouette”, muito executada nas emissoras de rádio, foi lançada, no ano seguinte, em compacto simples, atingindo a vendagem de 300.000 cópias, o que valeu à cantora um Disco de Ouro e a participação em programas de televisão. Em seguida, gravou um compacto duplo com a versão cantada e a versão instrumental de “Alouette” e contendo ainda as faixas “Chocolat”, “Jardineiro” e “Sândalus” (instrumental, com solo de flauta doce executado pela cantora), todas de sua autoria.

Na década de 1980, atuou em produção musical de trilhas de novelas e dos seriados O bem amado e Quarta nobre, na TV Globo.

Em 1980, gravou seu primeiro LP, Pelos caminhos da América. O disco contou com arranjos de Jayme Alem e do Grupo Água, que atuou também na instrumentação, e texto de apresentação de Ferreira Gullar. Nessa época, fez shows com o Grupo Água.

Em 1981, atuando como cantora e instrumentista (violão e flauta doce), lançou o LP Toda cidade é um pássaro, registrando exclusivamente canções de sua autoria. O disco, produzido por Ronaldo B. Vieira, contou com a participação de Alain Pierre (arranjos, baixo acústico, baixo elétrico, violão, percussão e vocal), Paulinho Soledade (arranjos, violão Ovation, guitarra e vocal), Beto Resende (viola), Marcelo Costa (percussão e vocal), Jaques Morelenbaum (violoncelo), Guilherme Dias Gomes (piano), Alfredo Dias Gomes (bateria), Ana Lucia (vocal) e Cecília (vocal).

Em 1983, como cantora e instrumentista (charango, flauta doce, tambor, cravo e flauta doce soprano), gravou o LP Canto lunar, produzido por Ronaldo B. Vieira e com com a participação de Alain Pierre (arranjos, violão, saltério, baixo acústico), Myrna Herzog (flauta doce, flauta doce tenor, kruhm Horns, viola da gamba, violoncelo, vielle), Paulinho Soledade (guitarra), Jaques Morelenbaum (violoncelo), Beto Resende (viola), Freddy Anrique (Bombo Leguero) e Eliahu Feldman (vocal). A música “Canto lunar” mais tarde virou sucesso com o grupo folclórico Tarancon.

Ainda na década de 1980, participou, como compositora e cantora, da trilha sonora das novelas Coração alado (1980), Voltei pra você (1983), e Sinhá moça (1986).

Em 1992, gravou o LP Cantiga do verso avesso, contendo composições próprias e arranjos de Alain Pierre, contando com a participação de Jaques Morelenbaum.

Criou, em 1994, o grupo Trovarte, cantando acompanhada por Ludmila Plitek (violino), Ivan Sérgio Niremberg (viola) e Beto Resende (violão). Com o conjunto, apresentou-se em recitais na Academia Brasileira de Letras, na Casa de Cultura Estácio de Sá e em eventos beneficentes realizados no Rotary Clube, além de atuar em festas e convenções.

No ano seguinte, lançou o CD Cinco movimentos e um soneto, musicando poemas de Ivan Junqueira. O disco contou com a participação de Alain Pierre (arranjos, violão, teclados e alaúde), Jaques Morelenbaum (violoncelo) e Alexandre Caldi (saxofone). Atuou também como tecladista em algumas faixas.

Paralelamente à sua atuação como compositora, cantora e instrumentista, é autora de vários livros como Canções de acender a noite (1982), O inventor de enigmas (1989) e Cantares de amor e abismo (1995), recebendo inúmeros prêmios.

Em 2001, passou a integrar, como violoncelista, a Orquestra Rio Camerata.

Lançou, em 2004, o CD Mapa das horas, atuando como cantora e violoncelista. No repertório, suas composições e a a participação de Alain Pierre (co-produção, arranjos, violão, viola, baixo, alaúde, piano, teclado, organeto medieval, espineta, percussão e voz), Lenora Mendes (flauta doce, viola da gamba, vielle, viela de roda, darback, aduf e tambores), Alexandre Caldi (sax alto), Elza Marins (oboé) e Luciano Rocha (violoncelo barroco).

Discografia:

  • Alouette (1980) Tape Car/Som Livre Compacto simples
  • Denise Emmer (1980) Tape Car/Som Livre Compacto duplo
  • Pelos caminhos da América (1980) Tape Car/Som Livre LP
  • Toda cidade é um pássaro (1981) Independente LP
  • Canto lunar (1983) RGE LP
  • Cantiga do verso avesso (1992) Independente LP
  • Cinco movimentos e um soneto (1995) Leblon Records CD
  • Mapa das horas (2004) Lumiar Discos CD

    Texto adaptado do Dicionário Cravo Albin.
    Fazer o download de Denise Emmer – Canto Lunar (1982).

  • Friday, June 16, 2006

    Olívia Byington – Corra o Risco (1978)

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    Faixas:
    01. Fantasma da Ópera
    02. Lady Jane
    03. Corra o Risco
    04. Jardim de Infância
    05. Banda dos Corações Solitários
    06. Cavalo Marinho
    07. Lobo do Mar
    08. Água e Vinho
    09. Brilho da Noite
    10. Minha Pena Minha Dor
    11. Luz do Tango

    Filha de um psicanalista carioca, estudou piano, violino e violão. Dona de grande extensão vocal, cantava óperas e rock na juventude. Nos anos 70 integrou, ao lado do violoncelista Jacques Morelenbaum, a banda Antena Coletiva, que tocava rock de garagem. No final da década lançou um disco (“Corra o Risco”, 1978) e fez shows como cantora solo, no Rio de Janeiro, acompanhada pelo grupo A Barca do Sol. Considerada uma cantora refinada e sofisticada pelos críticos desde o início de sua carreira, apresentou-se ao lado de Tom Jobim, Radamés Gnattali, Chico Buarque, Turíbio Santos, Paulo Moura, Egberto Gismonti, João Carlos Assis Brasil. Em 1981 foi a Cuba, a convite de Chico Buarque, e acabou gravando um disco produzido por Silvio Rodrigues. Sem desprezar o rock e confirmando sua postura de eclética, gravou, em seu disco “Música” (1984), rocks de Cazuza e canções de Djavan. Mas em geral é conhecida pelo repertório que inclui Gershwin, Porter, Cartola, Tom Jobim. Em 1990 o disco “Olivia Byington e João Carlos Assis Brasil” teve boa recepção e proporcionou ao duo viagens por todo o Brasil. Nos anos 90 excursionou pela Europa e elaborou um trabalho ao lado do saxofonista Edgar Duvivier, e em 1997 gravou “A Dama do Encantado”, em homenagem a Aracy de Almeida, disco aclamado pela crítica.
    Fonte: www.cliquemusic.com.br.
    Fazer o download de Olívia Byington – Corra o Risco (1978).

    Luiza Maria – Eu Queria Ser um Anjo (1975)

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    Faixas:
    01. Na Casca do Ovo
    02. Maya
    03. Tão Quente
    04. O Principe Valente
    05. No Fundo do Poço
    06. Não Corra Atrás do Sol
    07. O Anjo
    08. Miro Giro
    09. Eu Sou Você
    10. Universo e Fantasia

    Extraído do blog Music for the Nations.

    Gravado em 1975, o LP “Eu queria ser um anjo” foi o disco de estréia da cantora carioca Luiza Maria. Produzido por Sérgio de Carvalho, contou com a participação de Jim Capaldi, Lulu Santos, Rick Ferreira, Antonio Adolfo, Chico Batera, Arnaldo Brandão, Gustavo Schroeter, Dadi Carvalho e Mú Carvalho, que atuaram sob produção musical de Sérgio Carvalho e coordenação musical de Rick Ferreira. O repertório é composto, além de músicas próprias, de uma parceria com Paulo Coelho e Rick Ferreira (“Na casca do ovo”) e uma composição de Raul Seixas e Paulo Coelho (“O príncipe valente”).

    Ainda na década de 1970, Luiza Maria participa como vocalista de shows de Tim Maia (1977) e Ivan Lins (1978), em São Paulo, e da gravação de duas faixas do LP Chão de giz (1976).

    Participou, como cantora e compositora, da trilha sonora da novela Elas por elas (Rede Globo), em 1982, com a música “Música e letra” (c/ Sérgio Natureza), da trilha sonora do filme Fulaninha (1985), de David Neves, com “Linda Star” (c/ Sérgio Natureza), e da trilha sonora da minissérie Contos de verão (Rede Globo), em 1993, com “Água e choro” (c/ Sérgio Natureza).

    Em 1993, lançou o CD Tarântula (Leblon Records), contendo uma cover dos Beatles (“Can’t buy me love”) e uma regravação de Noel Rosa (“Último desejo”). O disco teve arranjos assinados por Marcio Montarroyos e Raymundo Nicioli, além da própria cantora, responsável também pela produção.

    Texto adaptado do Dicionário Cravo Albin

    Fazer o download de Luiza Maria – Eu Queria Ser um Anjo (1975).

    Monday, June 05, 2006

    Arnaud Rodrigues – Murituri (1974)

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    Faixas:
    01. Nêga
    02. Esse é Eu
    03. Na Praia de Boa Viagem
    04. Chegou da Bahia
    05. Conscachá, Fimará (Magnífico)
    06. Murituri
    07. Antonio Nepomuceno
    08. Sociedade de Consumo
    09. Tá

    Há alguns anos, ao mesmo tempo que Chico Anísio gravava na Philips o lp “Chico Anísio inaugura o humor dançante”, produzido por Nonato Buzar, Arnaud Rodrigues, redator dos programas humoristicos de Chico também fazia um movimentado lp na Copacabana, se não nos enganamos. Agora, quando aparece um novo lp de Chico Anísio pela Continental, em que o inteligente artista conta algumas deliciosas historietas Arnaud ataca novamente como cantor, em lp da mesma gravadora “murituri” (Continental), SLP_10.130 dezembro-73). E não há dúvidas de que Chico Anísio tem razão de manter Arnaud em sua equipe de produção: afinal, a versatilidade do moço é impressionante e ele compôs as músicas para este álbum – com diferentes parceiros (Antônio de Jesus/Sebastião Valentim, entre os desconhecidos; o próprio Chico e Arthur Verocai, entre os famosos) – como se estivesse escrevendo um screen-play para “Chico City”. Assim é que vai desde um gostoso sambão (“Nega”) a uma música espiritualista, na mais comercial linha “Superstar” em “Murituri”, com versos surradíssimos (“A verdade brotara/A semente explode a terra/Mas se não acontecer/Faz de conta”) passando até pelo rítmo nosdestinos em “Antônio Nepomuceno” (onde não teve parceiros). O que prova este LP é a criatividade de Arnaud um moço que sabendo dominar as palavras, razoável voz e convocando bons maestros para os arranjos – Otávio e Verocai – realizou um LP agradável, que utilizando os próprios títulos de suas músicas poderia-se dizer: “Esse e Eu” que “Tá” aí a “Sociedade de Consumo”. Consumam(se)!
    Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente no jornal Estado do Paraná, em 14/03/1974.

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