Acioly Neto

Acioly Neto – Meu Forró [2000]

Disco deixado por Accioly Netto alcança boa vendagem
por ROSÁRIO DE POMPÉIA
A maior herança que um compositor pode legar para os fãs são as suas obras. E isso o forrozeiro pernambuco Accioly Netto deixou de sobra. Para se ter uma idéia, o cantor e compositor possui cerca de 150 canções ainda inéditas. Essas novas músicas não ficarão desconhecidas. O público pode conferir um pouco do que ele ainda tinha para mostrar com o lançamento do CD Meu Forró, pelo selo Special Disco, produzido por Robertinho do Recife.
O trabalho foi gravado oito dias antes da morte de Accioly Netto, que aconteceu no dia 29 de outubro do ano passado. Pela primeira vez, as músicas ganharam os arranjos do próprio compositor. O repertório do disco é composto por 14 faixas interpretadas por ele. Destas, duas são inéditas: Máquina de fazer doido e Me diz amor, escolhida pelo forrozeiro Flávio José para ser carro-chefe do seu novo CD.
Das obras conhecidas, Accioly Netto canta Minha gata, gravada anteriormente pelo grupo paulista Falamansa; Espuma ao vento e Lembranças de um beijo, ambas sucessos com Fagner; Gosto de você, que estourou na voz de Novinho da Paraíba; e Canção da saudade, autorizada para Amelinha e Santana.
Accioly Netto também faz sucesso como intérprete. A primeira tiragem de Meu Forró (dez mil cópias) já encontrou o seu público. “A segunda tiragem já está saindo. Essa é a única forma que tenho para não deixar seu trabalho cair no esquecimento”, comentou a viúva Tereza Accioly. “Essa é a época mais adequada para comprovar que Accioly Neto marcou a história do forró. Só é preciso ir a qualquer show e, com certeza, vai se escutar alguns de seus sucessos.”
PROJETO – Accioly Netto encontrava-se num período muito produtivo de sua vida, quando morreu. “Em casa, tenho mais de 150 músicas dele gravadas em fitas e outras só compostas. Meu projeto é mostrar tudo isso, lançando CDs, autorizando cantores a gravar as músicas e, quem sabe, fazer um livro”, adianta Tereza.
“Uma das dificuldades que enfrento é colocar o disco para tocar nas rádios de Pernambuco. Poucas radialistas dão apoio, como por exemplo, Geraldo Freire, da Rádio Jornal. Já na Bahia e no Ceará é muito mais fácil conseguir espaço”, salienta Tereza Accioly.

Faixas:

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