Fagner

Fagner – Palavras de Amor [1983]

 

O disco de 1983 de Raimundo Fagner – ‘‘PALAVRA DE AMOR’’ – veio em tons de cinza. Um disco romântico, vibrante, um disco de preguiça, porém universal – nas palavras do artista. Guerreiro Menino (Um Homem Também Chora), de Gonzaguinha, a primeira música de trabalho e carro-chefe do álbum virou tema da novela ‘‘Voltei Pra Você’’ (lançada em disco Opus/Columbia, 1983, No. 412.064) da Rede Globo.

O álbum ‘‘PALAVRA DE AMOR’’ (CBS, No. 138.254) – dedicado às Bodas de Ouro dos pais -, lançado em agosto de 1983, tem 10 faixas, dessas, Fagner assinou apenas duas e em parceria: Visagem, com Fausto Nilo (já gravada por Ronnie Von no elepê ‘‘SINAL DOS TEMPOS’’ em 1981) e Contigo, com Ferreira Gullar. As outras faixas são Palavra de Amor (Manassés e Fausto Nilo), Viajante (Jorge Mautner), Intuição (Clodo, Clésio e Climério), Sertão Azul (Petrúcio Maia), Acalanto e Paixão (Nonato Luiz e Capinan), Fábula (Climério) e Prelúdio Para Ninar Gente Grande (Luiz Vieira).

O disco teve várias participações especiais como o grupo Roupa Nova em Palavra de Amor, Chico Buarque em Contigo, e Nil Caatinga’s em Acalanto e Paixão. Entre os músicos participantes do disco estão as feras do Roupa Nova (Cleberson Horsth, Ricardo Feghali, Kiko, Paulinho, Nando, Serginho), César Camargo Mariano, Eduardo Souto, Reinaldo Arias, Helvius Vilela, Manassés, Jamil Joanes, Paulinho Braga, Chiquinho do Acordeon, Chico Batera e Leo Gandelman.


Faixas:
Guerreiro Menino (Gonzaguinha)
Visagem (Fagner e Fausto Nilo)
Contigo (Fagner e Ferreira Gullar)
Palavra de Amor (Manassés e Fausto Nilo)
Viajante (Jorge Mautner)
Intuição (Clodo, Clésio e Climério)
Sertão Azul (Petrúcio Maia)
Acalanto e Paixão (Nonato Luiz e Capinan)
Fábula (Climério)
Prelúdio Para Ninar Gente Grande (Luiz Vieira).

Fagner – Fagner [1982]

Logo no início do ano de 1982 perdemos a maior cantora brasileira. Às 11h45min de uma terça-feira, 19 de janeiro, aos 36 anos morreu em São Paulo, vítima de uma mistura fatal de cocaína e bebidas, Elis Regina de Carvalho Costa, nascida em Porto Alegre, no dia 17 de março de 1945. No dia sete de fevereiro de 1982, Raimundo Fagner foi um dos convidados do show ‘‘CANTA BRASIL’’, em homenagem a Elis Regina no Estádio do Morumbi, em São Paulo, com participação de Simone, Paulinho da Viola, Toquinho, Nara Leão, João Bosco, Clara Nunes, Chico Buarque, Baby Consuelo, Elba Ramalho, Gonzaguinha, Pepeu Gomes e Djavan. ***** Em 1982 muitos cantores gravaram canções de Raimundo Fagner. Cauby Peixoto em seu disco ‘‘ESTRELAS SOLITÁRIAS’’ (Som Livre, No. 2403.6251) registrou Tortura, um poema de Florbela Espanca musicado por Raimundo Fagner. Já a cantora Joana preferiu fazer uma releitura de Penas do Tiê no álbum ‘‘VIDAMOR’’ (RCA, No. 103.0543). O compositor mineiro Paulinho Pedra Azul regravou no elepê ‘‘JARDIM DA FANTASIA’’ (RCA, No. 103.0537) Pobre Bichinho, uma canção somente gravada por Amelinha, ainda em 77, e o pianista e arranjador Luís Carlos Vinhas recriou Laranja da China, de Raimundo Fagner e Fausto Nilo no disco ‘‘BAILA COM VINHAS’’ (Polyfar, 1982, No. 2494628) canção somente gravada por Nara Leão. Música inédita de Raimundo Fagner somente aconteceu com o lançamento do álbum da cantora espanhola Ana Belen. O disco lançado pela CBS traz o melhor da música brasileira em gravações especiais para o mercado latino e para a Europa onde se concentra o grande público da cantora. A gravadora lançou duas versões do disco – um álbum simples e um duplo em edição promocional e limitada (1982, No. 144.748 e No. 550005/6). Raimundo Fagner participa dos dois álbuns cantando a mesma música em espanhol e português: Impossível e Imposible, (música de Raimundo Fagner em mais um poema de Florbela Espanca. Em abril de 1982, Raimundo Fagner partiu em direção a cidade de Nova Iorque. Iria realizar um sonho acalentado desde 1976: gravar um disco nos Estados Unidos. E foi um grande feito. Raimundo Fagner foi primeiro artista brasileiro a gravar um disco em 48 canais e no famoso The Hit Factory Studios, de Nova Iorque. Sim, o mesmo estúdio onde John Lennon gravou seu último disco, o ‘‘DOUBLE FANTASY’’. Mas na elaboração do disco ainda foram necessários mais dois estúdios, o também famoso Record Plant Studio, de Los Angeles – onde foram feitas as mixagens – e o Studio Eurosonic, de Trianera, onde foi gravada a participação do guitarrista Paco de Lucia. Mas Fagner fez questão de levar e de ser acompanhado músicos brasileiros, mesmo que alguns já fossem radicados por lá como o Airto Moreira, a cantora Flora Purim, o Naná Vasconcelos, o baterista Allan Schwartzberge e o percussionista Laudir de Oliveira, este último do grupo Chicago, além, é claro, de Manassés, na viola, cavaquinho e guitarra, o Jamil Joanes, no contrabaixo e o Lincoln olivetti, nos teclados. Em maio, ainda nos Estados Unidos, enquanto aguardava a finalização das mixagens, Raimundo Fagner realizou um grande show para mais de duas mil pessoas no Veteran’s Auditorium, ao lado de músicos brasileiros radicados nos Estados Unidos como Oscar Castro Neves (piano), Laudir de Oliveira (percussão), Tião Neto (baixo), Raul de Sousa (trombone), Moacir Santos (sax) e a participação do cearense Manassés. De volta ao Brasil, em agosto de 1982, Raimundo Fagner chegou com um ótimo astral e muito feliz. As rádios executavam, e muito bem, ‘‘Qualquer Música’’, faixa escolhida para puxar o novo trabalho. Mas a felicidade estava em saber que a gravadora CBS já havia comercializado por antecedência 400 mil exemplares do último disco, cujo título é o seu próprio nome, com previsão de lançamento para o final de setembro e a garantia de mais um Disco de Platina. Enquanto aguardava as finalizações do novo álbum, Raimundo Fagner continuou a trabalhar na produção de elepês em outras gravadoras. Para a RCA, principalmente, no disco ‘‘JOANA FLOR DAS ALAGOAS’’ (1982, No. 103.0518), da cantora baiana Telma Soares (também conhecida por Cordélia Leão), ele fez alguns arranjos e as direções musical e de estúdio, além de participar como convidado nas faixas Revertério, de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, A Quem Interessar Possa (Mirabô, J. Newmanne e Bernardo da Silva) e Algodão, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. No álbum ainda estão a inédita Um Amor Que é Só Meu (uma parceria de Raimundo Fagner com Vinícius de Moraes) e a regravação de Mucuripe (Fagner e Belchior). Foi de Raimundo Fagner também a iniciativa e a produção de relançamento do álbum ‘‘TELMA SOARES INTERPRETA NELSON CAVAQUINHO’’ (CBS, 1979, No. 144.366) quando ainda era o mandachuva do selo Epic. Saíram muitos discos durante o ano de 1982 com músicas de Raimundo Fagner ou com a participação dele. A Polygram incluiu no oitavo disco brasileiro da argentina Mercedes Sosa – ‘‘GENTE HUMILDE’’ (No. 6448234) a música Años, de Pablo Milanés, usando o mesmo fonograma utilizado no álbum ‘‘TRADUZIR-SE’’, de Raimundo Fagner. A gravadora RCA lançou o elepê ‘‘NINHO DE COBRAS’’ (No. 103.0555) coletânea com grandes nomes da MPB entre os quais Miúcha, João Bosco, Nana Caymmi, Bethânia, Gal Costa, Beto Guedes, Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, e incluindo Raimundo Fagner e Telma com a música Revertério. Já a gravadora Continental, dona dos primeiros fonogramas de Ney Matogrosso (No. 101.404.255) lançou uma coletânea totalmente incoerente onde o destaque principal (estava escrito até na capa) era Raimundo Fagner com a inclusão das músicas Postal de Amor e Ponta do Lápis, ambas do compacto lançado em 1975, e portanto raridade no mercado. Outra raridade também relançada foi a primeira gravação de Raimundo Fagner para a música Mucuripe realizada para o Pasquim no início de 72. O elepê intitulado de ‘‘MPB INDEPENDENTE’’ (Pasquim, No. 10.001) e produzido por Belchior traz todas as músicas que fizeram parte do acervo dos Discos de Bolso do Pasquim lançados nos anos setenta. Já a cantora cearense Amelinha dividiu com Raimundo Fagner no disco ‘‘MULHER NOVA, BONITA E CARINHOSA…’’ (CBS, 1982, No. 138.243) os versos de Frieza, mais um poema de Florbela Espanca musicado por Raimundo Fagner. O resultado das investidas de Raimundo Fagner na gravação de um disco no exterior foram conferidas com o lançamento do novo álbum em 1982. Muitos críticos não gostaram. Acharam que a superprodução abafou a intuição e a ousadia de Raimundo Fagner. Realmente. Gravado em 48 canais, nos melhores estúdios dos Estados Unidos, o elepê de Raimundo Fagner, que muitos começaram a rotular de ‘‘SORRISO NOVO’’ ou ‘‘QUALQUER MÚSICA’’ (CBS, No. 138250), pecou pela excessiva qualidade. Não é um disco simples de ser ouvido. Raimundo Fagner deixou de lado a simplicidade dos discos anteriores. O certo é que Raimundo Fagner não se prende em modismos e a cada disco procura não se repetir. Às vezes acerta, às vezes erra. Apoiado pela gravadora, Raimundo Fagner teve o direito aos melhores músicos estrangeiros e brasileiros. Estão com ele David Samborn, Michael Brecker, Paco de Lucia, Tânia Maria, Lincoln Olivetti, Flora Purim, Jamil Joanes, Manassés, Alan Schwartsberg, Laudir de Oliveira, Naná Vasconcelos, Airto Moreira, Sérgio Dias, Jon Faddis, Lewis Soloff, Tom Malone, Alan Rubin, George Young, Hamiet Bluiett, Portinho. Os arranjos são de Raimundo Fagner e Lincoln Olivetti. A maioria das músicas do disco é de autoria de Raimundo Fagner ou em parcerias. Estão no elepê Qualquer Música, um poema de Fernando Pessoa musicado pelo músico cearense Ferreirinha; Tudo é Verdade, de Petrúcio Maia e Abel Silva; Fumo e Tortura, dois poemas de Florbela Espanca musicados por Raimundo Fagner; Sorriso Novo, de Raimundo Fagner e Brandão; Vapor do Luna, de Bigodeiro e Raimundo Fagner; Orós II, de João do Vale e Oséas Lopes; Homem Feliz, de João Donato e Abel Silva; Sambalatina (Merengue) e Pensamento, ambas de Raimundo Fagner. A gravadora CBS distribuiu para a imprensa um release sobre o disco de Raimundo Fagner: ”FAGNER – emoção que extrapola o sentido original da palavra. Emoção é andar, sentir-se amado. Emoção é sair em busca de novas emoções. Emoção é a festa dos amigos de estrada. Uma festa que não tem fim enquanto não faltarem amigos e existir estrada. A emoção de Fagner é um sentimento peculiar de sua maneira de transmitir às pessoas o seu universo. E poucos, como ele, a sabem comunicar com tanta garra e tanta certeza. Apesar de sua vida agitada, Fagner foi sempre de extrema paciência com os objetivos de sua carreira. Seu trabalho, iniciado há dez anos atrás, não chegou de repente ao topo das paradas e isso é absolutamente importante para todos os que querem inscrever, com seu talento, um nome que se firme na história da música. E foi exatamente a partir desse tipo de paciência e perseverança que Fagner chegou ao estágio anual, quando, antes mesmo de seu disco ser lançado, mais de 400 mil cópias já tinham sido vendidas. Poucos são os artistas que conseguem ganhar um Disco de Platina no dia do lançamento de um novo álbum. De acordo com os amigos mais próximos, Fagner é uma pessoa imprevisível. Ele tanto compõe, grava, faz shows que levam as platéias ao delírio, como está preocupado em lançar novos valores ou levar ao público os grandes e desconhecidos mestres da poesia e do repente nordestinos. A verdade é que Fagner nunca quer se repetir em seus trabalhos. Ele procura sempre contrariar a lógica geral e fazer o público conhecer e descobrir coisas novas. Como aconteceu ano passado com o álbum ‘TRADUZIR-SE’ – gravado na Espanha com os maiores nomes da música ibero-americana -, um trabalho absolutamente inédito dentro da música brasileira, que até o mês de agosto já tinha ultrapassado as 400 mil cópias vendidas apenas no Brasil. Para realizar seu novo álbum, Fagner foi aos Estados Unidos e juntou suas forças e o virtuosismo de seus músicos (Lincoln Olivetti, Manassés e Jamil Joanes) ao talento de excepcionais músicos americanos como David Samborn, Michael Brecker, Jon Faddis, Tom Malone e Alan Rubin, dentre outros.E ainda pôde contar com a colaboração de amigos como Airto Moreira, Flora Purim, Laudir de Oliveira, Naná Vasconcelos e Tânia Maria, brasileiros radicados no exterior, e de Paco de Lucia, o maior guitarrista flamenco do mundo. Outra característica importante no trabalho de Fagner é que ele nunca esteve ligado a modismos, desenvolvendo sempre seu potencial no sentido da criação de um estilo próprio. Em qualquer de suas canções (compostas ou não por ele) nota-se claramente sua maneira pessoal de dizer ou interpretar as coisas. Tudo o que Fagner canta é uma verdade de seu íntimo, de sua visão do mundo. Daí a imensa identificação entre artista e público, que o tornou um dos maiores cartazes da música popular brasileira moderna.”

Faixas:

Qualquer Música (poema de Fernando Pessoa musicado por Fagner)

Tudo é Verdade(de Petrúcio Maia e Abel Silva)

Fumo (poema de Florbela Espanca musicado por Raimundo Fagner)

Tortura (poema de Florbela Espanca musicado por Raimundo Fagner)

Sorriso Novo (de Raimundo Fagner e Brandão)

Vapor do Luna (de Bigodeiro e Raimundo Fagner)

Orós II (de João do Vale e Oséas Lopes)

Homem Feliz (de João Donato e Abel Silva)

Sambalatina (Merengue) (de Raimundo Fagner)

Pensamento (de Raimundo Fagner)

Fagner – Fagner [1985]

 

No mês de julho de 1985, de férias, Raimundo Fagner chegou em Fortaleza. Aproveitou para lançar o disco Chega de Mágoa e descansar um pouco antes da viagem para Moscou, onde iria participar do Festival da Juventude.

Juntamente com 86 militantes políticos e 31 convidados, jornalistas, músicos, entre os quais Gonzaguinha, Joyce, Manassés, Geraldo Azevedo, Aécio Neves, Débora Block, Martinho da Vila, o cineasta Sílvio Tendler e a banda Blitz, Raimundo Fagner participou do 12º Festival Mundial da Juventude, realizado entre os dias 27 de julho e 2 de agosto de 1985, em Moscou, no Ano Internacional da Juventude, reunindo mais de vinte mil participantes sob o lema ‘‘Pela Solidariedade Anti-Imperialista, a Paz e a Amizade’’, numa programação cultural de fazer inveja a qualquer País capitalista. Esporte, teatro, circo, escultura, dança, cinema, pintura, viagens pelas repúblicas, música erudita e popular foram transmitidos sem censuras pela TV estatal soviética.

Ao regressar de Moscou, Raimundo Fagner iniciou os shows de lançamento do 13o. álbum de sua carreira. Batizado de ‘‘DEIXA VIVER’’, embora conste na capa somente o nome de Fagner, lançado no início de agosto, o elepê foi produzido pelo próprio cantor com o auxílio de Fausto Nilo, Dora Cortez e Reinaldo Arias. Desta vez, gravado totalmente no Brasil, nos estúdios Sigla, Transamérica e Nas Nuvens, Fagner recorreu novamente aos arranjos de Lincoln Olivetti, Robson Jorge, Reinaldo Arias, Wagner Tiso e Luiz Avellar e aos novos parceiros Dori Caymmi, Rique Pantoja e Leonardo Bruno. Fagner repetiu o que havia feito no ‘‘CARTAZ’’ e mais uma vez utilizou em demasia elementos eletrônicos (bem dentro do estilo tecnopop em moda entre os músicos ingleses) em praticamente todas as músicas do elepê.

No elepê ‘‘DEIXA VIVER’’ (CBS, 1985, No. 138.274) que tem dez faixas Fagner dividiu cinco: Sobre a Terra e Bola no Pé (com Fausto Nilo), Paroara (com Chico Buarque e Fausto Nilo), Semente (em poema de Mário de Andrade), e Contramão (com Belchior). As outras músicas do disco são Tranqüilamente (Petrúcio Maia-Yeda Estergilda), Dono dos Teus Olhos (Humberto Teixeira), Deixa Viver (Francisco Casaverde-Fausto Nilo), Te Esperei (Gereba-Capinan) e Pressentimento (Beto Fae-Fausto Nilo). As participações são especialíssimas: Cazuza em Contramão, Beth Carvalho em Te Esperei e Chico Buarque em Paroara. Apenas Dono dos Teus Olhos teve gravações anteriores: no disco coletivo dos cearenses Ednardo, Teti e Rodger Rogério lançado em 1973, e no disco de Elba Ramalho lançado em 1981 (CBS, No.144.458).

”Tranqüilamente, Fortaleza, 1969. Dono dos Teus Olhos, Humberto Teixeira, poeta do baião à canção. Amor cego, paixão eterna, a beleza sempre cantada por Luiz Gonzaga. Semente, a mesma veia poético-musical que passa por Cecília Meireles, Florbela Espanca, Fernando Pessoa, García Lorca, Antonio Machado e Rafael Alberti. Paroara, pau-de-arara, manera Theda Bara, sayonara, fru-fru. Chico Buarque, Fausto Nilo, parceiros, poetas, irmãos. Ceará, seara, Quixeramobim, corre-corre, bafafá, gringo, garimpo, sandália, dente-de-ouro. Deixa Viver, o sol, encanto, mar, além desse deserto. Carnaval, paixão, mulher. ‘Eu vou tirar você desse lugar’. Casaverde – Ferreirinha, Fausto ‘Nylon’. Ninguém me cala. Paris, Angola, Orós, Bengala. O coração do mundo vai batendo e todo mundo gosta assim. Deixa bater. Te Esperei, Capinan, Gereba, Betrh Carvalho, enfim juntos. É mais que as Muralhas da China e as fronteiras mais distantes. Mais que o fogo dos gigantes Sobre a Terra. A fome, a pobreza e a guerra atingem os versos de paz, mas a inspiração que eu preciso é muito mais. Contramão. Nos olhos verdes, o sinal aberto pra que eu passe: viva pro teu corpo descoberto. Belchior, Cazuza, poesia, alegria, Fortaleza, 1970. Esperança criança, mulher sozinha. Resolva ser minha, até que chegue a manhã. Até amanhã, até amanhã. Tudo o que você pressente eu sou. É a loucura do momento em nossa cara. Beto fae, Fausto, coros, guitarras, sopros, ritmos. Pressentimento. Eu não troco esse desejo por nada. No futebol, quem não fez, levou. No carnaval, quem sambou, sambou. No coração, qualquer coisa boa. Maracanã, seleção, México. Inspiração latina, viva nossos craques e muito mais. Zico, Sócrates, falcão, Reinaldo, Rivelino. Bola no Pé, que a galera não perdoa.”

Descontetente com a trabalho de divulgação dos seus discos realizado pela gravadora, Raimundo Fagner não poupava críticas a CBS. E independente da empresa ele prosseguiu trabalhando o disco.

Extraia o sumo: Fagner – Fagner [1985]

Faixas:

Sobre a Terra (Fagner e Fausto Nilo)

Bola no Pé (Fagner e Fausto Nilo)

Paroara (Fagner, Chico Buarque e Fausto Nilo)

Semente (Fagner em poema de Mário de Andrade)

Contramão (Fagner e Belchior)

Tranqüilamente (Petrúcio Maia e Yeda Estergilda)

Dono dos Teus Olhos (Humberto Teixeira)

Deixa Viver (Francisco Casaverde e Fausto Nilo)

Te Esperei (Gereba e Capinan)

Pressentimento (Beto Fae e Fausto Nilo)

Fagner – Fagner [1986]

 

O ano de 1986 foi de muitas mudanças na vida de Raimundo Fagner. Descontente com a CBS que não vinha realizando um bom trabalho na divulgação do seus elepês – principalmente com o ”DEIXAR VIVER”, de 1985 – o cantor preferiu não continuar na gravadora, e depois de doze anos, resolveu apostar todas as fichas em uma nova casa, a RCA. ”Mudei de gravadora como se muda qualquer coisa na vida – disse Fagner. Não foi por motivos financeiros, porque a CBS me ofereceu um contrato altíssimo. Mas 12 anos são mais que um casamento. Tem um ponto que a gente satura e eu já estava sentindo a necessidade de trabalhar com outras pessoas. A CBS se tornou uma coisa fria para mim. Acho que a prioridade deve ser dada ao trabalho, um trabalho com sentimento.”

No elepê – lançado inicialmente em Fortaleza, no dia 13 de outubro, data do seu aniversário – que leva apenas o nome do cantor, Fagner, que sempre produziu seus discos, deixou a função a cargo de Guto Graça Melo. ”FAGNER” (RCA, 1986, No. 103.0680), o disco, é um trabalho bem mais maduro, variado, competente e sutilmente romântico, embora parecido, é bem diferente do padrão adotado anteriormente por Fagner. Com direção artística de Miguel Plopschi; participações especiais de Gonzaguinha e Isaac Karabtchevisky; gravado nos estúdios Som Livre, Transamérica e Floresta; arranjos de Lincoln Olivetti, Reinaldo Arias, Chiquinho de Moraes, Robertinho de Recife, Guto Graça Melo, além do próprio Fagner, o elepê tem dez faixas: Dona da Minha Cabeça (Geraldo Azevedo e Fausto Nilo), Lua do Leblon (Lisieux Costa e Fausto Nilo), Os Amantes (Fagner em poema de Affonso Romano de Sant’Anna), Promessa (Dominguinhos e Clodo), Como é Grande o Meu Amor Por Você (Roberto Carlos), Rainha da Vida (Fagner em poema de Ferreira Gullar), Sabiá (Luiz Gonzaga e Zé Dantas), Telefone (Fagner), Forró do Gonzagão (Gonzaguinha) e Cantigas (Alberto Nepomuceno e D. Branca Calaço) uma modinha de 1903. De todas, somente as faixas Sabiá, Cantigas e Como é Grande o Meu Amor Por Você são regravações.

Primeiro elepê para a RCA Victor e a primeira confusão a ser resolvida pela gravadora. O problema surgiu devido a superexecução em rádios da música Dona da Minha Cabeça, de Geraldo Azevedo e Fausto Nilo e carro-chefe do disco de Fagner. Explicaremos: Raimundo Fagner ouviu a música quando Geraldo Azevedo – juntos na mesma companhia – estava gravando o disco ”DE OUTRA MANEIRA” (RCA, 1986, No. l09.0157) com lançamento no mercado previsto para antes do de Fagner. O cantor pediu então a canção garantindo não colocá-la como música de trabalho e deixando-a para ser o carro-chefe do elepê de Geraldinho Azevedo, o que não aconteceu. Os dois álbuns saíram quase simultaneamente e a RCA preferiu trabalhar o elepê de Fagner causando a briga entre os dois cantores.

Com Dona da Minha Cabeça, o elepê de Fagner recebeu dois Discos de Platina por vendas superiores a 300 mil exemplares e ainda dois troféus ortogados pela SOCINPRO (Sociedade Brasileira de Intérpretes e Produtores Fonográficos), como Melhor Compositor e Melhor Intérprete. O troféu foi criado em 1979 pelo querido Carlos Galhardo com o objetivo de ”premiar os associados que mais se destacaram durante o ano na arrecadação, interpretação, produção fonográfica e na música.”

Extraia o sumo: Fagner – Fagner [1986]

Faixas:

Dona da Minha Cabeça (Geraldo Azevedo e Fausto Nilo)

Lua do Leblon (Lisieux Costa e Fausto Nilo)

Os Amantes (Fagner em poema de Affonso Romano de Sant’Anna)

Promessa (Dominguinhos e Clodo)

Como é Grande o Meu Amor Por Você (Roberto Carlos)

Rainha da Vida (Fagner em poema de Ferreira Gullar)

Sabiá (Luiz Gonzaga e Zé Dantas)

Telefone (Fagner)

Forró do Gonzagão (Gonzaguinha)

Cantigas (Alberto Nepomuceno e D. Branca Calaço)

Wednesday, July 4, 2007

Fagner – Eu Canto_Quem Viver Chorará [1978]

Em 1978 Fagner lança o Eu Canto, dedicado por Fagner a Seu Fares e Dona Francisca, “com todo amor que tenho e terei”.É a partir deste disco que ele estoura de vez o mercado fonográfico.

Revelação, composição Clodo e Clésio é tocada exaustivamente nas rádios. Destacam-se também no disco a recriação para As Rosas Não Falam, além de Motivo, Jura Secreta e a participação de Alceu Valença em Punhal de Prata.

Gravadora: CBS (Sony Music, Nº 230.020)

Lançamento: 1978 (LP/K7)

Relançamento: 1993 (LP/CD)

ACERVO PARTICULAR

Faixas:

1 Revelação
(ClésioClodô)
2 Jura secreta
(Abel SilvaSueli Costa)
3 Acalanto para um punhal
(Herman TorresFausto NiloRobertinho de Recife)
4 Punhal de prata
(Alceu Valença)
5 As rosas não falam
(Cartola)
6 Motivo
(Fagner)
7 Pelo vinho e pelo pão
(Zé Ramalho)
8 Cigano
(Fagner)
9 Quem viver chorará
(Fagner)

Quem Me Levará Sou Eu [Relaçamento]

Tuesday, July 3, 2007

Fagner – Uma Noite Demais ao vivo no Japão [1993]

 

Em 1994, Raimundo Fagner realizou o sonho de lançar um disco ao vivo. Infelizmente o público brasileiro sequer tomou conhecimento da existência do álbum ”UMA NOITE DEMAIS – FAGNER AO VIVO NO JAPÃO” (BMG, No. 74321-18341-2), gravado em outubro de 1993, na casa ”Super Bacana”, em Tokyo. Acompanhado apenas de violão e com a participação de Roberto Menescal, como o titulo sugere, Fagner fez um disco dedicado exclusivamente ao mercado exterior e aos muitos fãs espalhados pelo mundo. O disco marcou também a despedida do jogador Zico dos campos japoneses de futebol. A ordem das músicas no CD é a seguinte: Trem de Ferro, Penas do Tiê, Guerreiro Menino, As Rosas Não Falam, Revelação, Da Cor do Pecado, Eu Sei Que Vou Te Amar, Manhã de Carnaval, Canteiros, Deslizes, Borbulhas de Amor, Último Pau-de-Arara e Asa Branca. O disco nunca foi lançado no Brasil. No dia 15 de janeiro de 1994, um sábado, ás dez da noite, a TV japonesa (Space Shower TV) exibiu o especial ”Uma Noite Demais” com os melhores momentos do show.

Extraia o sumo: Fagner – Uma Noite Demais ao vivo no Japão [1993]

Faixas:

Trem de Ferro

Penas do Tiê

Guerreiro Menino

As Rosas Não Falam

Revelação

Da Cor do Pecado

Eu Sei Que Vou Te Amar

Manhã de Carnaval

Canteiros

Deslizes

Borbulhas de Amor

Último Pau-de-Arara

Asa-Branca


Créditos: José Filho [Recife/PE]

Tuesday, June 26, 2007

Fagner – Romance No Deserto [1987]

 

Rio de Janeiro, 14 de Novembro de 1987. Com uma tiragem inicial de 200 mil exemplares, Raimundo Fagner lança o seu 14º elepê solo – ”ROMANCE NO DESERTO” (BMG-Ariola, No. 140.0003) – retornando ao tema fundamental em sua carreira: o amor. Pleno e total. Direção Artística: Miguel Plopschi; Produção: Raimundo Fagner e Michael Sullivan; Assistente Musical: Ivair Vila Real; Apoio de Produção: Fausto Nilo; Arregimentacão: Gilberto D’Avila. As músicas: Das dez faixas do disco apenas quatro têm a assinatura de Fagner e em parceria com Fausto Nilo: À Sombra de um Vulcão (uma indisfarçável homenagem a atriz Rita Hayworth – nunca houve uma mulher como Gilda – e ao diretor John Houston), Paraíso Proibido, Demônio Sonhador e Ansiedade, uma versão de Fagner e Fausto Nilo para Ansiedad, de José Enrique e Sarabia Rodrigues, imortalizada na voz de Nat King Cole. As demais são: Romance no Deserto – uma versão de Fausto Nilo para Romance en Durango, de Bob Dylan e Jacques Levy; Você Endoideceu Meu Coração, de Nando Cordel; Deslizes, de Michael Sullivan e Paulo Massadas; Chorar é Preciso, de Moraes Moreira; Incêndio, de Petrúcio Maia e Belchior; Preguiça, de Gonzaga Jr. As músicas Você Endoideceu Meu Coração, Deslizes e Incêndio, são conhecidas do grande público através dos shows de Raimundo Fagner ao longo dos anos. Incêndio é a música mais antiga e já fazia parte do repertório desde 1974. Foi gravada anteriormente pela cantora Bimba em disco independente lançado em 1981. Os músicos: Lincoln Olivetti (teclados, bateria, arranjos e regências), Fernando Souza (contra-baixo), Robertinho de Recife (guitarras), Manassés (violas e cavaquinho), Leo Gandelman (sax soprano, alto e tenor soprano), Chiquinho (acordeon), Rildo Hora (gaita), Dino (violão 7 cordas), Fabiola, Solange, Nina, Regina Correa, Renata Moraes, Ronaldo Correa, Roberto Correa, Paulo Massadas, Júnior Mendes (vocais). A princípio a crítica musical (?) não gostou do disco. Principalmete do sucesso enorme que estava fazendo a música Deslizes em todas as rádios do País. Segundo o jornalista Maurício Kubrusly ”o sucesso é que nem tersol: dá e passa. O de Fagner já passou. E o disco novo, ”ROMANCE NO DESERTO”, sugere que o cantor tenta se amoldar à fase de romantismo brega que tomou conta das FM’s do Brasil. Tanto que a faixa que mais se enquadra no gênero é Deslizes, exatamente aquela na qual ele exagera mais na interpretação. Adivinhe quem compôs essa canção… Claro! Michael Sullivan e Paulo Massadas.” A crítica (?) não gostou da inclusão da dupla Michael Sullivan e Paulo Massadas, autores de Deslizes, no disco de Fagner. O crítico musical carioca Miguel de Almeida no artigo ”A Conspiração do Brega”, atacou ferozmente Fagner. Maurício Kubrusly, que um dia chamou Fagner de ”a maravilhosa voz de taquara rachada”, mudou a afirmação para ”Baladista de Fm”. É até bom explicar que naquele momento, as emissoras de FM do País inteiro estavam apostando numa música mais suave e amorosa. Cantores como Rosana, Marquinhos Moura, Adriana, Fábio Jr., Sandra de Sá, nomes até então banidos da programação diária das FM’s, rotulados pejorativamente de bregas e relegados ao horário da madrugada (quando ninguém escuta) começaram a despontar no cenário nacional. Os ouvintes foram de extrema importância no processo, obrigando as rádios FM’s a mudarem as grades de programação e tocarem os cantores românticos, anteriormente acuados nas emissoras AM. Em cada 10 músicas solicitadas pelos ouvintes, 9 eram românticas e o mais importante: eram brasileiras. Assim, o rótulos de brega e romântico passaram a conviver mutualmente. Até cantores citados notadamente como membros da elite da MPB passaram a incluir coisas mais populares em seus repertórios. Músicas como O Amor e o Poder, de Rosana, I Love You Baby, com Adriana e Solidão, com Sandra de Sá, tornaram-se as mais solicitadas e tocadas em rádios até então consideradas pop/rock. Nos anos setenta, o próprio Fagner sentiu na pele o gostinho do preconceito. Na época, no auge do estouro da música Revelação, disseram que, como ele era da elite da MPB não podia tocar no rádio AM, só em FM. Com Deslizes aconteceu quase a mesma coisa. Acharam que a música era brega e muito popular para o rádio FM. Mas o sucesso de uma música, queiram ou não, quem determina é o povo. Ele é que tem o poder mágico de mudar as coisas ditas e postas. Mas graças a Deslizes, Fagner fez as pazes com o sucesso e com as rádios. A música, uma das mais solicitadas, bateu todos os recordes do mercado, chegando a 700 dias de execução em todas as emissoras do País , fazendo o disco ”ROMANCE NO DESERTO”, 1º lugar de vendas da gravadora BMG/Ariola atingindo um milhão de exemplares vendidos. Raimundo Fagner foi um dos primeiros artistas brasileiros a ter um CD lançado nos Estados Unidos com o álbum ”ROMANCE NO DESERTO” ( BMG MUSIC/New York, No. 9629-2 RL) ainda no final de 1987. Importado pela BMG Brasil (antiga gravadora RCA), curiosamente este CD foi lançado no País antes mesmo da versão nacional chegar às lojas em 1989, portanto dois anos antes. O CD americano, assim como a primeira versão nacional tem as mesmas músicas. Não se sabe se por negligência ou pressa da gravadora em lançar o CD no País, a primeira versão nacional embora com dez faixas, apresenta no encarte e no rótulo do disco os títulos de catorze músicas. Além das já citadas, estão também Dona da Minha Cabeça, Lua do Leblon, Rainha da Vida e Sabiá, músicas do elepê de 86. Felizmente perceberam o descuido e lançaram uma segunda edição do CD incluindo as canções faltantes (BMG, No. 10.018). O álbum ”ROMANCE NO DESERTO” tornou-se um marco na carreira de Raimundo Fagner. Vendeu mais de um milhão de exemplares e teve músicas como À Sombra de Um Vulcão e Deslizes que permaneceram 700 dias entre as mais executadas em todas as rádios do País. No programa ”Fantástico”, do dia primeiro de janeiro de 1989, um júri de 150 pessoas escolheu Deslizes em sexto lugar, entre as 10 melhores músicas do ano de 1988. O sucesso do disco rendeu o especial ”Raimundo Fagner – Romance no Deserto”, exibido pela Rede Manchete de Televisão no dia 26 de outubro de 1989. No repertório do especial os seus grandes sucessos como Canteiros, As Rosas Não Falam, Revelação, À Sombra de um Vulcão e é claro, Deslizes; e músicas do disco ”O QUINZE” como Amor Escondido, Desfez de Mim e Retrovisor.

Extraia o sumo: Fagner – Romance No Deserto [1987]
Faixas:

À Sombra de um Vulcão (Fagner e Fausto Nilo)

Paraíso Proibido (Fagner e Fausto Nilo)

Demônio Sonhador (Fagner e Fausto Nilo)

Ansiedade (vs.: Fagner e Fausto Nilo para Ansiedad de Besart)

Romance no Deserto (vs.: Fausto Nilo para Romance en Durango)

Você Endoideceu Meu Coração (Nando Cordel)

Deslizes (Michael Sullivan e Paulo Massadas)

Chorar é Preciso (Moraes Moreira)

Incêndio (Petrúcio Maia e Belchior)

Preguiça (Gonzaga Jr. )

Wednesday, June 6, 2007

Fagner – Amigos e Canções [1998]

Em 1998, depois da Copa da França, Raimundo Fagner retornou a Fortaleza onde fez três shows de lançamento do disco ‘‘AMIGOS E CANÇÕES’’. O primeiro em um bar chamado ‘‘Caros Amigos’’ (8 de agosto) ao lado de artistas cearenses como Fausto Nilo, Paulo Façanha, Manassés, Ana Fonteles, Teti e Kátia Freitas. O ‘‘Mucuripe Ilhas’’ foi o palco do segundo (15 de outubro) e o ‘‘Parque do Vaqueiro’’ o terceiro show. Tendo como partida o lançamento do elepê ‘‘MANERA FRU FRU, MANERA’’, em 1973, Raimundo Fagner completou em 1998, 25 anos de carreira artística com o CD duplo ‘‘AMIGOS E CANÇÕES’’ (BMG, No. 7432158704-2). Como o título exemplifica, o disco reuniu alguns dos seus amigos (se bem que na maioria nem são os mais chegados), algumas regravações como Revelação (Clodo/Clésio, de 78), Semente (Fagner/Mário de Andrade, de 85), Distância (Fagner/Guilherme de Brito, de 95), algumas canções inéditas na voz de Fagner como Custe o Que Custar (Hélio Justo/Edson Ribeiro), Espere Por Mim, Morena (Gonzaguinha) e Horas Azuis (Fagner/Fausto Nilo), outras conhecidas em duetos, alguns fáceis de entender, outros nunca imaginados. Na segunda categoria (nunca imaginados) estão Fábio Jr. em Eternas Ondas (Zé Ramalho), Fafá de Belém em Fracasso (Fagner), Emílio Santiago em Noves Fora (Belchior/Fagner), Nana Caymmi em Penas do Tiê (adaptação de Fagner), Zezé di Camargo e Luciano em Retrovisor (Fagner/Fausto Nilo) e Luiz Melodia em Sangue e Pudins (Fagner/Abel Silva). Mas do que aceitáveis, os duetos que completam o disco representam boa parte da historia da música brasileira: Chico Buarque com Traduzir-se (Fagner/Ferreira Gullar), Ney Matogrosso em Retrato Marrom (Rodger Rogério/Fausto Nilo), Djavan em Mucuripe (Fagner/Belchior), Joanna em Saudade (Mário Palmério), Ângela Maria em Monte Castelo (Renato Russo), Ivan Lins em Quarto Escuro (Ivan Lins/Fagner), Milton Nascimento em Morro Velho e Zé Ramalho com Astro Vagabundo (Fagner/Fausto Nilo). ”Eles se tornaram meus grandes amigos – comenta Fagner. É realmente uma grande comemoração. Pude gravar canções que queria há tempos. Além disso, gosto da alquimia das vozes e sei que os fãs também ficam felizes em ver seus cantores favoritos juntos.”

Ficha Técnica:

Produção: José Milton

Direção Musical : Jorge Davidson

Co-produção e Idealização: Fagner

Foto: Gentil Barreira
Extraia o sumo:

Fagner – Amigos e Canções [1998] cd 1

Fagner – Amigos e Canções [1998] cd 2
Faixas:

Revelação (Clodo/Clésio)

Semente (Fagner/Mário de Andrade)

Distância (Fagner/Guilherme de Brito)

Custe o Que Custar (Hélio Justo/Edson Ribeiro)

Espere Por Mim, Morena (Gonzaguinha)

Horas Azuis (Fagner/Fausto Nilo)

Eternas Ondas (Zé Ramalho)

Fracassos (Fagner)

Noves Fora (Belchior/Fagner)

Penas do Tiê (adaptação de Fagner)

Retrovisor (Fagner/Fausto Nilo)

Sangue e Pudins (Fagner/Abel Silva)

Traduzir-se (Fagner/Ferreira Gullar)

Retrato Marrom (Rodger Rogério/Fausto Nilo)

Mucuripe (Fagner/Belchior)

Saudade (Mário Palmério)

Monte Castelo (Renato Russo)

Quarto Escuro (Ivan Lins/Fagner)

Morro Velho (Milton Nascimento)

Astro Vagabundo (Fagner/Fausto Nilo)

Wednesday, May 30, 2007

Fagner – Fortaleza [2007]


Ficha Técnica:

Músicos

Adelson Vianna : Teclados e Acordeon

Cristiano Pinho : Guitarras, Violões e Violas

Denilson Lopes : Bateria

Aroldo Araujo : Baixo

Hoto Jr : Percussão

Ricardo Pontes : Bateria (2,3,10 e 12)

Edmundo Jr : Baixo (2,3,10 e 12)

Ítalo Almeida : Teclados e Acordeom (4)

Renno Saraiva : Teclados (1 e 11)

Mimi Rocha : Guitarra e Violões

Manassés : Violão 12 cordas (1)

Junior : Bandolim (6)

João Lyra : Violão (5)

Raimundo Fagner : Violão (8)

Marco França : Teclados (7)

Primata : Baixo (7)

Jorge Lima : Percussão (7)

Tuco Marcondes : Violões, Requinto e Bouzouki (7)


Arranjos

Adelson Viana : “Preciso de Alguém”, “No tempo dos Quintais” e “Maria do Futuro”

Cristiano Pinho : “Amor e Utopia”, “Esquina do Brasil” e “Maria Luiza”

Adelson Viana e Raimundo Fagner : “Rancho das Flores”

Ítalo Almeida e Raimundo Fagner : “Fortaleza”

Cristiano Pinho e Raimundo Fagner : “Toque, Sanfoneiro, Toque”

Jorge Lima : “Colando a Boca no teu Rosto”

Arranjo coletivo : “Fácil de Entender”


Sopros

Spok : Sax Tenor

Enol Chagas : Trompete e Fluguel

Nilsinho : Trombone

Carlinhos Ferreira : Sax Alto e Clarinete

Alexandre Papa-Légua : Trompete (1)

Marcio Resende : Sax Tenor (5)

Spok e Cristiano Pinho : Arranjos e Sopros
Extraia o sumo: Fagner – Fortaleza [2007]
Faixas:

01 Rancho das Flores

(J.S.Bach – Vinícius de Moaraes)

Adaptação de “Jesus, alegria dos homens”
02 Amor e Utopia

Fagner – Fausto Nilo
03 Preciso de Alguém

Evaldo Gouveia – Paulo Cesar Pinheiro
04 Fortaleza

Fagner – Fausto Nilo
05 Difícil Acreditar

Fagner – Clodo
06 No Tempo dos Quintais

Sivuca – Paulinho Tapajós
07 Colando a Boca no teu Rosto

Capinam – Mirabô

Participação especial de Zeca Baleiro
08 Maria Luiza

Fagner – Câmara Cascudo
09 Esquina do Brasil

Evaldo Gouveia – Fausto Nilo
10 Maria do Futuro

Taiguara
11 Fácil de Entender

Jorge Vercilo

Participação especial de Jorge Vercilo e Paulo Façanha
12 Toque, Sanfoneiro, Toque

Vadinho – Naval – G. Martins


Créditos: Bellacrys

Saturday, May 26, 2007

Orós – Fagner [1977]

O quarto disco de Raimundo Fagner, o ORÓS, foi lançado no dia 7 de setembro de 1977, juntamente com o início de uma temporada de onze shows no Teatro Tereza Rachel, no Rio de Janeiro.

O LP ORÓS veio preencher a lacuna deixada nos discos anteriores com a exploração maciça das raízes nordestinas e com uma maior liberdade individual de criação, proporcionando a Raimundo Fagner a partir daí tornar-se um ídolo da Música Popular Brasileira.

Produzido pelo próprio Raimundo Fagner, o ORÓS teve arranjos concebidos por Hermeto Paschoal, a direção artística de Jairo Pires e o acompanhamento de Robertinho de Recife (guitarras, violas), Itiberê (baixo ), Paulinho Braga (bateria, percussão), Aleuda (percussão), Chico Batera (percussão), Serginho (conga), Nivaldo Ornellas (sax), Márcio Montarroyos (trumpete), Zé Carlos (Flauta), Dominguinhos (acordeon), Meireles (flauta), Mauro Senise (Flauta), André Dequech (violiono), além de Hermeto Paschoal (piano, percussão) e do próprio cantor em todos os violões.

extraia o sumo: download Orós – Fagner [1977]

Faixas:
1. Cinza
2. Flor da Paisagem
3. Esquecimento
4. Romanza
5. Epigrama No9
6. Cebola Cortada
7. Oros
8. Fofoca

Monday, May 7, 2007

Fagner [1980]

Raimundo Fagner consumiu quase cinco milhões de cruzeiros na produção do álbum que leva apenas o seu nome. Alguns críticos teimam em chamálo de VENTO FORTE (CBS, No. 230.040).

Gravado em 24 canais no estúdio Transamérica, no Rio de Janeiro entre os meses de agosto e outubro de 1980 o disco tem direção artística e produção do próprio Raimundo Fagner o disco tem arranjos de Oberdam Magalhães, Sivuca, Naná Vasconcelos, Nonato Luiz e Santarém. No lado instrumental Manassés Robertinho de Recife, Ife, Naná Vasconcelos, Oberdan, Serginho Trombone, Barrosinho, Carlos, Leo Gandelman, Lincoln Olivetti, Nonato Luiz, Petrúcio Maia, Beto Saroldi, Aizik, Arlindo Penteado, Alceu Reis, Egberto Gismonti, Novelli, Sivuca, Giancarlo Pareschi, Walter Hack, Carlos Hack, Jorge Faini, José Dias, Robert Edoard, Paschoal Perrota, Nelson Macedo, Frederick Stefani, Hindemborgo Borges, Watson Clis, Jorge Kondert, Gilson, Dino, Pedro Silveira, Dominguinhos e Raimundo Fagner.

Extraia o sumo: Fagner [1980]

Faixas:

ETERNAS ONDAS (ZÉ RAMALHO)
DOIS QUERER (FAGNER – BRANDÃO)
CANÇÃO BRASILEIRA (SUELI COSTA – ABEL SILVA)
VENTO FORTE (RAIMUNDO FAGNER – FAUSTO NILO)
MORENA PENHA (PETRÚCIO MAIA – MANASSÉS)
OH! MY LOVE (JOHN LENNON – YOKO ONO
REIZADO (CAIO SILVIO – FERREIRINHA)
QUIXERAMOBIM(NONATO LUIZ – FAUSTO NILO)
VACA ESTRELA E BOI FUBÁ (PATATIVA DO ASSARÉ)

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“A força dos amigos é importante quanto o sol” – Zé Geraldo

Saturday, May 5, 2007

Fagner – Raimundo Fagner [1976]

 


Oito meses. Foi o tempo em que Raimundo Fagner permaneceu distante do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o MAM. Numa quarta-feira, 10 de novembro de 1976, ele voltou, desta vez para o lançamento oficial do seu terceiro elepê com um show que ficou em cartaz cinco dias (de 10 a 15), com a direção musical do próprio Fagner e de Robertinho de Recife, ambientação de Fausto Nilo e do grupo Nuvem Cigana e o acompanhamento formado pelos mesmos Robertinho de Recife (guitarras, violas), Túlio Mourão(teclados), Chico Batera (bateria) e Jamil Jones (contrabaixo) e a direção geral de Abel Silva. Sua 1ª apresentação tinha sido em março de 1976 (de 25 a 27) na exibição do show ”ASTRO VAGABUNDO”, também com a direção de Abel Silva e a produção de Carlos Alberto Sion. Raimundo Fagner jogou muito alto na realização do show ”ASTRO VAGABUNDO”. Foi seu primeiro espetáculo acompanhado de banda no Rio de Janeiro (antes, em 1973, ele cantou com Nara Leão no Teatro da Praia e em 1974 ao lado do percussionista Nana Vasconcelos no Teatro da Lagoa).
Na primeira parte do show Raimundo Fagner cantou 13 canções, suas ou com os parceiros Capinan (Como Se Fosse e Pavor dos Paraisos), Fausto Nilo (Astro Vagabundo) e Abel Silva (Asa Partida) e ainda Sinal Fechado, de Paulinho da Viola; Joana Francesa, de Chico Buarque, Estrada de Santana, de Petrúcio Maia e Brandão Uma Linha, Uma Frase Apenas, de Petrúcio Maia e Fausto Nilo; além de composições suas (Penas do Tiê, Cigano, Pobre Bichinho e Canteiros). Para a segunda parte do espetáculo, Raimundo Fagner musicou Bodas de Sangue, um texto de Garcia Lorca com montagem de Abel Silva; com um arranjo de rock veio Riacho do Navio, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. E outras parcerias: Ave Noturna, com Cacá Diegues; Tambores, com Ronaldo Bastos; Manera Fru Fru, Manera, com Ricardo Bezerra e Natureza Noturna, com Capinan.
O resultado da investida? Durante uma semana o show de Raimundo Fagner bateu todos os recordes de bilheteria e de público da Sala Corpo e Som do MAM dos meses de 1976, deixando o fiel público com água na boca e com um gostinho de quero mais. Um novo show. Um novo disco. Com certeza um novo disco.

FICHA TÉCNICA

Coordenação Musical:RAIMUNDO FAGNER

Direção Artística:

JAIRO PIRES

Direção de Produção:CARLOS ALBERTO SION

Arranjos:FAGNER, ROBERTINHO DE RECIFE, WAGNER TISO

Fotos: LENA TRINDADE

Capa:FAUSTO NILO

Gravação:ESTÚDIOS CBS, RIO DE JANEIRO, SETEMBRO DE 1976

Extraia o sumo: Fagner – Raimundo Fagner [1976]

Faixas:


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“A força dos amigos é importante quanto o sol”
Zé Geraldo

Sunday, April 15, 2007

Fagner – A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes [2003]

 

Série lançada a partir de parceria entre a Fundação Padre Anchieta e o SESC São Paulo. Gravação original realizada em 18/02/2001 para o programa “Ensaio”, dirigido por Fernando Faro na TV Cultura de São Paulo, no qual alternavam-se músicas e depoimentos do artista focalizado. Lançamento em CD acompanhado de livro com transcrição dos depoimentos do artista.

Extraia o sumo: Fagner – A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes [2003]

Faixas:
01 Ave Maria
02 O Violeiro
03 Vaca Estrela E Boi Fubá
04 Mucuripe
05 Canteiros
06 Amor Escondido
07 Revelação
08 Pot-pourri
Lua Do Leblon
Deslizes
09 Traduzir-se
10 Años
11 Estrada De Santana
12 Luz Negra
13 Xanduzinha
14 Último Pau De Arara

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Para a cearense Marta.

Sunday, April 8, 2007

Ney Matogrosso & Fagner – Compacto Simples [1975]




1975 – FAGNER E NEY MATOGROSSO – com Ponta do Lápis e Postal de Amor. Em 1978, o cantor Ney Matogrosso no disco ”NEY MATOGROSSO E SEUS SUCESSOS” fez sua leitura particular e solitária para Postal de Amor, anteriormente gravada em dueto com Raimundo Fagner. Em 1982, Ney Matogrosso lançou um LP incluindo as duas músicas do compacto

Extraia o sumo: Ney Matogrosso & Fagner – Compacto Simples [1975]

Friday, April 6, 2007

Fagner – Traduzir-se [1981]

 

O disco de 1981 é o Traduzir-se, lançado no Brasil e na Espanha, com participações de Mercedes Sosa (na gravação definitiva de Años de Pablo Milanés), Manzanita, Joan Manuel Serrat e Camaron de La Isla.Um grande disco. Uma das músicas executadas nas rádios foi Fanatismo, música de Fagner sobre poema de Florbela Espanca.

Extraia o sumo: Fagner – Traduzir-se [1981]

Faixas:

1 Fanatismo
(Fagner)
2 Anos
(Pablo Milanés)
3 Verde
(José Ortega HerediaGarcia Lorca)
4 Trianera
(Fausto NiloFagner)
5 La saeta
(Joan Manuel SerratAntônio Machado)
6 Flor do algodão
(ManassésFagner)
7 Malaga
(Ricardo PachonRafael Alberti)
8 Traduzir-se
(Ferreira GullarFagner)
9 La leyenda del tempo
(Ricardo PachonGarcia Lorca)

Fagner – A Mesma Pessoa [1984]

 

Para Raimundo Fagner o ano de 1984 começou no mês de junho. O andarilho foi procurar outras terras, outros sons e aportou em Londres para as gravações do décimo segundo elepê solo: ‘‘A MESMA PESSOA’’. Produzido em parceria com Joni Galvão, Fagner conseguiu juntar os melhores instrumentistas brasileiros e ingleses e o resultado foi a perfeita união de tecnologias modernas com a emoção e a alegria da música brasileira, transformando o álbum numa verdadeira alquimia de sons: rock, merengue, balada, e outras coisas mais. No disco, gravado entre os estúdios do Rio de Janeiro (Sigla 1) e de Londres (Livingston Studios, Sound Suite e Studio CBS) estão os músicos Reinaldo Arias, Manassés, Bill Livser, Wagner Tiso, Ricardo Silveira, Paul Spong, Jorjão, Simon Gardner, Laudir de Oliveira, Ariovaldo, Márcio Montarroyos, James Talbot, Mitch Dalton, Fernando Souza, Neil Wilkinson, Jamil Joanes, Perinho Santana, Andy Pask, Luis Jardim, Picolé, Théo Lima, Chico Batera, Chris White, David Bishop, Marianne Morgan e Tessa Nilles. As cordas ficaram com Isobel Griffiths – The General Booking Company, regidas por Gavin Wright.

O álbum ‘‘A MESMA PESSOA’’ (CBS, No. 138.266), lançado no final de setembro de 1984, tem apenas nove músicas: Tiro Certeiro, de Clodo e Climério; Só Você e Um Grande Amor, ambas de Vinícius Cantuária; Sinal de Estrela, de Petrúcio Maia e Bigha; Cartaz, de Francisco Casaverde e Fausto Nilo); e as parcerias de Fagner com Fausto Nilo (Bola de Cristal e A Mesma Pessoa), com Ferreira Gullar (Me Leve-Cantiga Pra Não Morrer), e com Brandão (Sonho de Arte).

Extraia o sumo: Fagner – A Mesma Pessoa [1984]

 

Faixas:

Tiro Certeiro (Clodo e Climério)

Só Você (Vinícius Cantuária)

Um Grande Amor (Vinícius Cantuária)

Sinal de Estrela (Petrúcio Maia e Bigha)

Cartaz (Francisco Casaverde e Fausto Nilo)

Bola de Cristal (Fagner e Fausto Nilo)

A Mesma Pessoa (Fagner e Fausto Nilo)

Me Leve – Cantiga Pra Não Morrer (Fagner e Ferreira Gullar)

Sonho de Arte (Fagner e Brandão)

Fagner – Homenagem a Picasso [1982]

FICHA TÉCNICA

DE AZUL SE ARRANCÓ EL TORO
Guitarras: Paco de Lucia e Fagner
Voz : Rafael Alberti

MALAGA
Vozes: Mercedes Sosa e Fagner

OYES, QUE MÚSICA ?
Sax : John Helliwell

ANDALUCIA
Guitarras : Paco de Lucia e Fagner
Cavaquinho : Manassés
Percussão : Airto Moreira e Chico Batera

PICASSO POR ALBERTI
Violão: Nonato Luis
Voz : Rafael Alberti

LOS OJOS DE PICASSO
Violão: Nonato Luis
Percussão: Fagner e Gilson
Voz : Rafael Alberti

SUCEDEN COSAS
Piano: Wager Tiso
Voz : Rafael Alberti

PABLO

MUJER LLORANDO
Ovation : Fagner
Piano : Lincoln Olivetti
Korg : Reinaldo Arias
Guitarra :Manassés
Baixo : Jamil Joanes
Bateria : Paulinho Braga
Percussão e Marimba : Chico Batera

LOS OCHO NOMBRES DE PICASSO
Violão: Nonato Luis
Voz : Rafael Alberti

Extraia o sumo: Fagner – Homenagem a Picasso [1982]

Faixas:
DE AZUL SE ARRANCO EL TORO (Paco de Lucia em poema de Rafael Alberti)
MÁLAGA (Ricardo Pachon em poema de Rafael Alberti)
OYES, QUE MUSICA ? (Fagner em poema de Rafael Alberti)
ANDALUCIA (R.Fagner) – Participação de Paco de Lucia
PICASSO POR ALBERTI (Rafael Alberti) *
LOS OJOS DE PICASSO (Rafael Alberti) *
SUCEDEN COSAS (Rafael Alberti) *
PABLO (Fagner)
MUJER LLORANDO (R.Fagner em poema de Rafael Alberti)
LOS OCHO NOMBRES DE PICASSO (Rafael Alberti)

Gonzagão & Fagner – Abc do Sertão[1988]

 

Em 1984 Raimundo Fagner realizou um sonho gravando um disco inteiro com Luiz Gonzaga. Uma ótima vendagem e a excelente repercussão do primeiro elepê, rendeu quatro anos depois um novo trabalho reunindo os dois intérpretes. No disco ”GONZAGÃO & FAGNER VOL.2-ABC DO SERTÃO” (1988, RCA/BMG, No. 130.0050) novamente a dobradinha recriou clássicos do repertório do ”Rei do Baião”, como Abc do Sertão, Xamego, Vem Morena, Derramaro o Gai, Pobre Sanfoneiro, Noites Brasileiras, Estrada de Canindé, Juazeiro, Vozes da Seca e Amanhã eu Vou.

A gravadora RCA/BMG aproveitou as comemorações das Bodas de Ouro de Luiz Gonzaga lançando a caixa comemorativa ”50 ANOS DE CHÃO” (1988, No. 115.0002), contendo algumas gravações antológicas e algumas participações especiais, como por exemplo a de Raimundo Fagner na música Súplica Cearense, da dupla Gordurinha e Nelinho. O fonograma foi retirado do elepê ”LUIZ GONZAGA & FAGNER”, originalmente lançado em 1984, pela mesma gravadora.

No dia seis de junho de 1989, um espetáculo realizado no palco do Teatro Guararapes, em Recife, com a participação de discípulos fiéis como Alceu Valença, Marinês, Pinto do Acordeon, Gonzaguinha, Dominguinhos, Joquinha Gonzaga, Waldonys e Nando Cordel, selaria (embora ninguém esperasse) a carreira de um dos mais importantes músicos do País. Foi o último show do ”Rei do Baião”. Com a morte de ”Gonzagão”, o eterno Luiz ”Lua” Gonzaga, acontecida no dia dois de agosto de 1989, depois de 42 dias de internamento, no Hospital Santa Joana, em Recife, ficamos órfãos do maior sanfoneiro do Nordeste e o principal responsável pelo sucesso do forró genuíno no Sul do País ainda na metade da década de quarenta e início da década de cinqüenta, mudando definitivamente os caminhos da música popular, num tempo em que o rádio brasileiro era dominado pelos boleros, valsas e trilhas de musicais norte-americanos. Raimundo Fagner participou de várias etapas importantes na vida de Luiz Gonzaga. Em 1984, juntos gravaram o álbum ”LUIZ GONZAGA & FAGNER”, resultado do sucesso de um pot-pourri registrado no disco ”DANADO DE BOM”, de Luiz Gonzaga, lançado no início do mesmo ano. Quatro anos depois o álbum ”GONZAGÃO & FAGNER VOL.2 – ABC DO SERTÃO” reuniu novamente os dois intérpretes em clássicos como Abc do Sertão e Juazeiro.

Mas Luiz Gonzaga faz parte da vida de Fagner há muito tempo. Gravou Último Pau-de-Arara e Riacho do Navio, nos primeiros discos. Em 1976, cantou ao lado dele no projeto Seis e Meia, no Teatro João Caetano, no Rio de janeiro.

Cantador e sanfoneiro, filho de Januário José dos Santos e Ana Batista de Jesus, nascido no dia 13 de dezembro de 1912, Luiz Gonzaga Nascimento passou a infância na fazenda Caiçara, três léguas do município de Exu, no sertão pernambucano ajudando o pai a consertar sanfonas ou trabalhando na roça. Aos dezessete anos comprou uma harmônica e começou a se aperfeiçoar. Pensou em casar com Nazinha, filha de Raimundo Delgado, homem rico da região. Não consentiram e Luiz acabou levando uma surra de Dona Ana. Humilhado, fugiu para o Crato e de lá para Fortaleza. Em 1930 alistou-se no Exército onde passou dez anos. Deu baixa e foi aportar no Rio de Janeiro onde passou a se apresentar de sanfona nos cabarés da Lapa, músicas de encomenda, Augusto Calheiros e coisas parecidas. O resto é história.

Luiz Gonzaga tem uma discografia invejável e inexata. Fala-se em quase 200 títulos lançados, entre discos de 78 rotações, elepês e compactos, 1000 músicas, muitas histórias e parceiros desde 1941, quando gravou dois elepês instrumentais em 78 rpm (Véspera de São João, Numa Serenata, Saudades de São João Del Rei, Vira e Mexe) para a gravadora RCA Victor. Depois vieram Dança Mariquinha (primeira gravação de Luiz Gonzaga como cantor) e Mula Preta, o grande sucesso do ano de 1943. Desde então, compositores e alguns perceiros como Humberto Teixeira, Zé Dantas, Hervê Cordovil, David Nasser, Miguel Lima, Lourival Passos, João Silva e Patativa do Assaré colocaram na voz ímpar de Luiz Gonzaga sucessos imortais como Asa-Branca, Riacho do Navio, Dezessete e Setecentos, Vem Morena, Assum Preto, A Triste Partida, Respeita Januário, A Vida do Viajante, nos mais variados ritmos.

Embora sendo o terceiro artista mundial a receber o ”Cachorinho da RCA”, prêmio entregue anteriormente apenas para Elvis Presley e Nelson Gonçalves, e tenha cantado para presidentes como Eurico Gaspar Dutra e José Sarney e para o Papa João Paulo II, o verdadeiro reconhecimento do valor de sua obra veio ainda em 1984. Luiz Gonzaga foi o grande homenageado na noite da entrega do Prêmio Shell para os melhores da Música Popular Brasileira. Segundo a crítica especializada, um prêmio justo e merecido para quem, em muitos anos de carreira artística somente recebeu dois Discos de Ouro e em 1981, o mesmo ano em que a classe artística se reuniu para homenagear Luiz Gonzaga em um show promovido pelo Cebrade. Em 1985 Luiz Gonzaga foi premiado com o ”Nipper de Ouro” pelo conjunto de sua obra.

Um grande espetáculo na casa de shows Spazio, em Campina Grande, em outubro de 1988, marcou os cinqüenta anos de carreira artística do cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga. Muitos artistas, na maioria nordestinos, participaram do evento, entre os quais Fagner, Elba Ramalho, Nando Cordel, Alcymar Monteiro, Capilé, Jorge de Altinho, Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon, Pedro Sertanejo, Zé Américo, Manassés, Borel, Valdomiro Moraes, Waldonys e o filho Gonzaguinha.

Andando de muletas e mesmo debilitado em virtude de uma operação para a retirada de água na pleura, o ”Rei do Baião” assistiu ao espetáculo e cantou, sentado numa poltrona alguns dos seus maiores sucessos.

Dois meses antes da morte de Luiz Gonzaga, a gravadora do compositor lançou o elepê ”FORRÓ DO GONZAGÃO” (1989, RCA, No. 130.0074) incluindo o pot-pourri com as músicas Respeita Januário/Riacho do Navio/Forró no Escuro, originalmente lançado em 1984, no disco ”DANADO DE BOM”, com a participação de Raimundo Fagner.

Depoimento de Fagner:
”O primeiro show que vi em minha vida foi o Gonzagão, na Praça do Ferreira, em Fortaleza. O ‘Lua’ é do Exu, mas ama o Ceará, e a estrada que liga aquela cidade e o Estado foi feita pelo Ceará. Ele tem coração cearense. Aquela multidão que eu via pela primeira vez era a realidade da maior voz do Nordeste, tentando fazer chegar ao Sul o nosso canto, a nossa realidade. Ele sempre batalhou muito para que a nossa voz fosse ouvida. É o Mestre Maior. Pelo trahalho que fizemos juntos, apenas por aqueles momentos maravilhosos, já me sinto gratificado pela profissão que escolhi. Fizemos uma amizade muito grande e bonita. Eu, ele e Gonzaguinha, tanto que virei padrinho de Mariana e fui adotado por dona Helena e Lelete. Essa família é a minha família.”

”Quando gravamos o nosso primeiro elepê juntos, a resposta foi tão expressiva, nossa penetração no Nordeste foi tão bem recebida que gravamos outro a seguir. Neste, procurei destacar seu lado de autor, desde Chamego até Pobre Sanfoneiro. De Humberto Teixeira e Zé Dantas até João Silva e parceiros tais como Miguel Lima e Beduíno. A emoção desses trabalhos é enorme e eu só posso agradecer ao velho ‘Lua’ o carinho e a disponibilidade de enfrentar os estúdios enquanto trabalhamos juntos.”

”Luiz Gonzaga é a própria raiz do Nordeste. A voz maior dos nordestinos, a voz do Brasil é ele. Isso nos deixa envolvidos numa saudade enorme; eu, principalmente, que tive o prazer de gravar dois discos ao seu lado, de estar com ele em shows e conviver com essa força humana incrível que é Gonzagão. Ele foi uma pessoa descontraída, que tinha consciência de sua importância. Das músicas dele eu tinha preferência por Triste Partida, que ele mais gostava, Estrada de Canindé e Riacho do Navio. A emoção maior foi gravar Súplica Cearense ao seu lado. No estúdio foi algo delirante. Gonzaga é tudo.”

_______ FICHA TÉCNICA _______

Direção Artística:
MIGUEL PLOPSCHI
Produção:
RAIMUNDO FAGNER
Co-produção:
GONZAGUINHA
Foto:
FREDERICO MENDES
Capa:
FREDERICO , FAGNER, FAUSTO NILO
Extraia o sumo: Gonzagão & Fagner – Abc do Sertão[1988]
Faixas:

JUAZEIRO (Gonzaga/Humberto Teixeira)

VEM MORENA (Luiz Gonzaga/Zé Dantas)

ABC DO SERTÃO (Luiz Gonzaga-Zé Dantas)

VOZES DA SECA (Luiz Gonzaga/Zé Dantas)

NOITES BRASILEIRAS (Luiz Gonzaga/Zé Dantas)

ESTRADA DE CANINDÉ (Luiz Conzaga/Humberto Teixeira)

XAMEGO (Luiz Gonzaga/Miguel Lima)

DERRAMARO O GAI (Luiz Gonzaga/João Silva)

POBRE SANFONEIRO (Luiz Gonzaga/João Silva)

AMANHÃ EU VOU (Beduino)

Sunday, April 1, 2007

Fagner – Ave Noturna [1975]





_______ FICHA TÉCNICA _______
Coordenação Geral:RAMALHO NETO
Produção:CARLOS ALBERTO SION
Direção Musical:FAGNER e CARLOS A. SION
Arranjos:CHICO DE MORAIS, PAULO MOURA, PAULO MACHADO, FAGNER, VIMANA
Capa/Fotos: BINA FONYAT e CARLOS VERGARA

Extraia o sumo: Fagner – Ave Noturna [1975]

Faixas:

FRACASSOS (RAIMUNDO FAGNER)
A PALO SECO (BELCHIOR)
ASTRO VAGABUNDO (FAGNER – FAUSTO NILO)
BECO DOS BALEIROS (ou PAPÉIS DE CHOCOLATE)(PETRÚCIO MAIA – ANTONIO BRANDÃO)
RIACHO DO NAVIO (LUIZ GONZAGA – ZÉ DANTAS)
ESTRADA DE SANTANA(PETRUCIO MAIA – BRANDÃO
ÚLTIMA MENTIRA (RAIMUNDO FAGNER – CAPINAN)
RETRATO MARROM (RODGER ROGÉRIO – FAUSTO NILO)
AVE NOTURNA (RAIMUNDO FAGNER – CACÁ DIEGUES)
ANTONIO CONSELHEIRO (BUMBA MEU BOI – ADPTAÇÃO: RAIMUNDO FAGNER)

Friday, March 9, 2007

Fagner & Zico [1982] compacto simples

No dia 22 de dezembro de 1982 a Rede Globo exibiu o especial ”Sorriso Novo”, de Raimundo Fagner. No terceiro bloco, Raimundo Fagner e Martinho da Vila cantam a música Cantos do Rio, um samba de Petrúcio Maia, que dedicam aos grandes amigos e sambistas Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Alcione, Clara Nunes, Roberto Ribeiro, entre outros. Embora Fagner tenha divulgado em entrevistas e no próprio especial da TV a gravação das músicas Batuquê de Praia e Cantos do Rio ao lado do sambista Martinho da Vila, em pleno período natalino de 1982, as rádios de todo o País tocaram exaustivamente uma outra dupla: Fagner e Zico. Dois ídolos unidos pelas mesmas paixões: futebol e música. Batuquê de Praia com os dois amigos tornou-se a bola da vez em todas as paradas e confirmou o samba de Petrúcio Maia como um dos maiores sucessos para o carnaval de 1983. A propósito, Raimundo Fagner é padrinho de Tiago, filho de Zico.

extraia o sumo: Fagner & Zico [1982]

faixas:

01 – BATUQUE DE PRAIA (Petrúcio Maia)

02 – CANTOS DO RIO (Petrúcio Maia)

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